quinta-feira, 14 de março de 2013

Ainda não foi desta...

Tanta ansiedade, dor nas mamas e alguma fome... tudo psicológico??

A ansiedade sim, mas o restante não sei. Só sei que no dia 12, certinho, lá estava eu recebendo o meu negativo... vermelhinho. 12 dias de fase lútea, tal como no ciclo anterior e nada de gravidez.

Eu que estava com um gráfico de temperatura basal tão bonito, tão, tão! Após 3 dias de formigamento nos seios vi minhas temperaturas caírem a pique. Ainda houve uma subida leve a meio que meu deu um cheirinho de esperança, mas que da mesma forma levou-a embora no dia seguinte... e lá veio  o mr. red, super pontual.

Confesso que no dia anterior fiquei desiludida, triste mesmo. Estava tudo a caminhar para um belo positivo e de repente levo uma nega? Ainda por cima minha sobrinha/afilhada tinha nascido há 3 dias e fomos la à casa estar um pouquinho com ela, eu imaginando o dia que seria eu a mãe, mais me doía quando lembrava que ainda não era desta... No entanto, no dia que ele apareceu estava menos triste, mais conformada...

Dois dias depois aqui estou eu, lamentando minha tristeza e ao mesmo tempo contente porque agora sei que minha fase lutea é mesmo 12 dias, não há incerteza e conheço um pouquinho mais de mim, do funcionamento do meu corpo.

 Ao comentar com meu marido que não estava grávida ele disse-me "ainda bem". Aquilo doeu-me, parecia uma faca a espetar meu peito. Ainda bem? Perguntei eu. Mas estou eu a calcular período fertil, procurando cronometrar as nossas relações para termos um filho e dizes ainda bem? Mas ele, muito calmamente lá explicou: "temos planos de ir embora de Portugal, daqui 2 meses, não sabemos o que nos espera lá do outro lado do Atlântico, não sei como serão as condições, quanto mais contigo grávida, vai que eu não arranjo emprego... tu queres um filho agora, vamos ter à tua maneira, porque à minha seria só depois de saber o que nos espera..."

Querem saber? Ele tem razão... caí em mim e percebi que estou a precipitar um bocado as coisas. Então disse-lhe: "vamos adiar então, pelo menos até chegarmos lá, assim teremos tempo de nos preparar melhor". Contudo disse-lhe também: "mas não volto a tomar a pílula! Evitamos o meu período fértil"... e assim ficou.

Hahahah! Não entendi nada! Como faço anos daqui uns dias, meus colegas de trabalho querem combinar ir a um barzinho comemorar depois do trabalho e eu comentei isso com meu marido. Ele saltou com "tu vais, bebes um chazinho..." Fiquei confusa, pelo que lhe perguntei: "por que cha, se o engravidanço está adiado? Só não volto é a tomar a pílula!" A resposta foi pronta: "o período fértil é quase uma semana! Se acontecer aconteceu, não quero é sentir-me pressionado."

Essa conversa fez-me entender que afinal o problema não era o ir embora e não saber o que nos espera, mas sim a pressão de estar  a tentar e não conseguir, a pressão de ver o tempo passar e esperar ate chegar la dava-lhe tempo... Nunca tinha percebido o quão ansioso ele estava, que ele estava se sentindo na obrigação de me engravidar e que cada negativo lhe estava a fazer-lhe sentir incapaz de fecundar um óvulo...

Pus-me a brincar com ele, a dizer que não, adiamos está adiado... assim ele sentir-se-à mais aliviado e provavelmente iremos aproveitar melhor os momentos a dois... e eu mesma não ficarei tão ansiosa, pois estarei ciente que não estava a "tentar".

Já me tinham dito para relaxar e deixar rolar, esquecer datas e temperaturas, para deixar rolar, mas eu não consegui. Acho que será desta...




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