sexta-feira, 27 de junho de 2014

E a espera ainda nem começou...

Bom, depois de um longo período sem nada dizer, cá venho eu dizer que a minha verdadeira espera ainda nem começou...

Nunca imaginei que seria tão difícil engravidar, ainda mais quando já tive uma gravidez inesperada (para não dizer indesejada) aos 19 anos, que infelizmente resultou num aborto espontâneo por volta das 5 semanas. Esta semana pus-me a pensar que se tivesse ido adiante, hoje eu teria um filho com 15 anos! Isto tem mexido bastante comigo. Não a perda, não. Isto foi superado há muito tempo e (que Deus me perdoe) de certa forma um alívio quando a minha relação com o ex-futuro-pai não correu nada bem e acabou pior ainda. 

O que tem mexido comigo é o fato de pensar que aos 34 anos podia ser mãe de um adolescente, enquanto na verdade não estou conseguindo nem fazer um filho.

Já deixei de temperaturas, deixei de cálculos de período fértil, deixei de me apertar as mamas (quem treinante não o faz?), simplesmente resignei-me a esperar. Quer dizer, mais ou menos...

Na temporada de 8 meses que passei no Brasil fui a uma ginecologista no público, que me passou uns exames para fazer: hormonais, ecos endovaginais, uma ressonância pélvica e histerossalpincografia. O hormonal foi simples, o restante ficou por fazer, pois depois de 4 meses ainda não tinha recebido autorização para fazer os exames... meu marido fez o espermograma, que também foi rápido, já que era particular. 

Depois de decidir voltar para Portugal minha prioridade foi procurar um bom médico. Por indicação da minha cunhada procurei uma clínica em Faro. Durante 5 semanas fui à clínica um dia para observação do desenvolvimento dos ovários, através das endovaginais. Tudo normal... tudo normal? Sim, tudo normal... então o que se passa? Sem muita conversa, a Dr.ª me passou Dufine para tomar durante 3 meses. Disse apenas que era para ver se produzia mais "ovinhos" e maiores e era para voltar no fim destes meses. Não quis perguntar muito mais, para meio entendedor meia palavra basta, não é?! Entendi que meus óvulos pelo visto eram liberados sem estar completamente maduros. Eu não quis perguntar muito mais, pois acho que deixei uma péssima impressão logo na primeira consulta, pois ao explicar porque fui lá, comecei a falar de períodos férteis, fase lútea, temperatura basal... a médica depois de me ouvir muito atenta virou-se para mim e disse: "Já sabes mais do que eu!" Oops... falaste demais... eles aconselham a não fazer isso, pensei eu! Acho que ela não quis aumentar meu stress e por isso não falou muito. Disse apenas que havia 2 senão: 1.º com Dufine poderiam ser libertados mais de um óvulo, isto é, podem vir gémeos! 2.º a ovulação iria causar dores e que era nesta altura que ela queria que tivesse relações. Só me preocupou a parte do gémeos.

Nunca desejei te gémeos. Não é pelo trabalho a dobrar, como dizem. é porque se tiver logo dois, será uma vez só... gostaria de poder curtir uma gravidez de cada vez, um filho de cada vez. Mas se acontecer, acho que também será alegria a dobrar, por isso, que venha o que vier! 

Estou no segundo mês de Dufine. No primeiro mês senti realmente um incómodo no ventre, umas pontadas no ovário direito, no 13.º dia do ciclo, à noite. Penso que era a tal dor, pois não a senti mais e calhou no 7.º dia após a toma do último comprimido. Segundo o folheto informativo, a ovulação ocorreria entre 5 e 7 dias depois. Acho que assim foi. Mas... nada aconteceu. O Mr. Red apareceu numa 6.ª feira, esta foi uma semana horrível de desilusão e ao mesmo tempo esperança: na 2.ª feira tive um corrimento caramelo. Fiquei desiludida logo, é claro! Mas na 3.ª feira durante o dia nada. À noite tive sangramento. Pronto, disse eu, já está! Coloquei o penso e fui dormir. Nem o sujou! Na 4.ª feira, nada. E páh! Afinal ainda há esperança, será que foi a nidação!? Na 5.ª feira, pumba, toma spotting e na 6.ª de manhã lá estava ele. Que aflição! Dizia eu, se é para vir, vem logo!! Tensão mamária e isso assim não dá!

Novo ciclo, nova esperança. Cá vou eu no 22.º dia do ciclo. Há dois dias que tenho um sono de cair dura na cama e hoje umas moinhas no ventre. Mas isso não é nada. Não é a primeira vez e provavelmente não será a última, no fim nada acontece... :( 

Mas como já postei aqui, "a espera é a tormenta do desejo", e estarei nesta tormenta até que comece a real espera... sempre esperando... que aconteça finalmente!




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