quinta-feira, 20 de julho de 2017

Visita ao recém nascido

Minha pipoca já nasceu há quase 19 meses, mas este é um tema sobre o qual não poderia deixar de falar depois de ler uma notícia sobre a morte de um bebé de 18 dias, que ocorreu há 2 dias nos EUA. A causa foi um vírus contraído através de um beijo na mão por uma pessoa infectada com o vírus da Herpes Simples Tipo 1 (HSV-1).

Infelizmente não fiquei chocada. Claro que fico triste. Notícias tristes que envolvem crianças deixam-me sempre desconcertada, triste, revoltada. No caso desta bebé, fico mesmo revoltada, pois ocorreu por um motivo que poderia ter sido evitado: uma visita recebida.

Ao contrário do que acontece na Europa, no Brasil é prática comum ir visitar um bebé mal acaba de nascer. A mãe ainda não teve tempo de respirar, dormir um pouco para se recuperar e já tem o quarto cheio de visitas. São os avós, os tios, os amigos mais próximos... eu entendo a ansiedade das pessoas em conhecerem o novo rebento, acreditem que entendo. Mas também compreendo, ainda mais depois de ser mãe, que a família pai, mãe e filho(s) precisam de privacidade nesta nova fase, principalmente nos primeiros momentos. 

Não há nada de mau em ir visitar o bebé, desde que os pais, principalmente a mãe não se importem. Há mulheres que até gostam porque se sentem apoiadas. Mau é não se ter os cuidados que se deve ter ao visitar um recém nascido. Aos olhos de muitas pessoas as dicas de ouro para as visitas são besteira, mimimi da geração de hoje e por isso mesmo as ignoram por completo. Acho que bom senso neste caso nunca é demais, pois muitas vezes os pais ficam sem graça ou se sentem mal ao dizer a uma visita, mesmo que próxima, que não beije a mão do bebé, por exemplo, ou que não vá com perfume.

Fonte: Revista Mamãe Bebê no Facebook
Não se trata de mimimi. Há comportamentos que são sim muito perigosos para o bebé. Tive o cuidado de ler os comentários feitos à uma publicação no Facebook (clique na imagem para ver), muitas delas concordando com as tais regrinhas e algumas delas discordando. Houve alguém que até disse que ser for assim prefere nem visitar. Pois eu digo que se não for assim, melhor nem ir visitar.

Outro comentário que chamou a minha atenção foi uma mãe que recebeu uma visita perfumada e a filha teve problemas seríssimos de pele, que faço questão de citar aqui: "Pessoal há 13 anos atrás minha amiga foi me visitar no hospital quando ganhei minha filha ela se banhou de perfume e pegou a minha filhinha, fez a visita e foi embora dentro de poucas horas a menina começou a ficar vermelha e logo o pediatra veio e ela foi direto para uti com uma forte alergia, minha pequena ficou em carne viva foram meses de luta ,então eu digo que não é frescura bebê não se passa perfume e nem muito menos se pega com perfume." (Flávia Gomes). É triste para uma mãe passar por isso logo quando deveria estar a curtir o seu bebé. Ainda mais por um motivo que poderia ser evitado, bastava que a visita não fosse com perfume.

Beijo na mão então é o pior que podem fazer. Se não conseguem se conter, beijem a barriga, os pés, as pernas, o ombro... mas nunca a mão. Bebés nascem com o instinto de levar a mão à boca e não têm qualquer tipo de anticorpos. Qualquer contaminação seja por vírus, seja por bactérias pode ser fatal.

Quando minha pipoca nasceu meu marido foi excelente. Fez o "papel de mau da fita" por mim. Disse logo que não queria visitas nos primeiros 15 dias, muito menos na maternidade. Só fiz questão de receber minha mãe. Minha sogra lá apareceu com uma amiga a quem eu tinha cumprimentado umas duas vezes... claro que não gostei. Só ela tudo bem, é a avó, mas a amiga não me caiu nada bem. Meu marido depois chamou-lhe à atenção, é claro. 

Em casa colocamos alcool gel à porta. Durante alguns meses ainda pedíamos as visitas que utilizassem. Felizmente tivemos visitas bem compreensivas. Avisavam sempre antes de irem e respeitavam tanto a mim quanto à bebé. Mas nem sempre é assim, pessoas desconhecidas na rua então, adoram tocar as mãozinhas! Pior que muitas vezes quando nos apercebemos já estão a pegar e dar beijinhos... 

Pais, mães, não deixem!! Cuidem dos vossos pequeninos, mesmo que tenham de ser taxados como chatos, como picuinhas, como superprotetores e exagerados. Mais vale um rótulo destes do que ver os seus bebés sofrerem ou pior. É inclusive recomendado que as visitas esperem pelo menos o bebé completar dois meses, período em que já recebeu mais vacinas. Sei que é difícil dizer não, mas é necessário.

Há um artigo da revista Crescer online que dá umas boas dicas de como proceder com as pessoas que querem visitar o recém nascido que acho que vale uma leitura. Se interessar, basta clicar no link e espero sinceramente que ganhem coragem! 

Temos que nos consciencializar que um bebé não é um boneco... é um ser sem qualquer defesa que depende totalmente de nós e de nossos cuidados... Visitas, aceitem com carinho o pedido dos pais, pelo bem de todos! 




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