Acho que sempre que falo de mais um mês da Pipoca profiro esta frase. Mas é porque parece mesmo!
Há tão pouco tempo era uma bebezinha frágil, careca e desdentada com o sorriso mais lindo do mundo, hoje é uma menina cabeluda, com a boca cheia de dentes e toda dona de si...
Já se passaram 23 meses!
Como assim 23 meses? Ah pois é! Sabem quando dizem que as pessoas romantizam demais a maternidade e que deviam mostrar mais o lado feio? Acho que sou incapaz. Eu sou uma dessas pessoas que romantiza a maternidade. Admito. Mas não sei ser de outra forma... devo ser romântica por natureza!
Como não romantizar? Tive uma gravidez "santa", sem enjoos, sem problemas de saúde, sem sustos. O trabalho de parto foi quase todo "sem sentir"... tinha cólicas, mas facilmente suportáveis, tanto que demorei a ir para o hospital e mais um pouco a moça nascia em casa ou no carro! O parto em si foi super descontraído e natural, tranquilo demais! A recuperação, essa então foi muito melhor do que eu alguma vez imaginei, porque algumas horas depois do parto eu já me sentava e levantava sem qualquer problema. O pós-parto, o tão falado sofrido e cansativo pós-parto? Mal acabei de parir já dizia que se pudesse tinha logo outro filho...
Minha Pipoca era muito calminha... tanto que só soube o que era o choro dela por volta dos 8 meses, quando ela começou a chorar de verdade, porque até então eu costumo dizer que gemia. Ela dormia super bem, apesar do problema que teve da Pelionefrite, que contei no meu post "Em casa, os dois primeiros meses". Até hoje a considero uma criança calma e dócil.
Tirando a parte da amamentação, que é a parte que mais me custou, da qual falo no meu post "Amamentar é natural, mas não acontece naturalmente", posso dizer que sou uma mulher realizada enquanto mãe. De verdade... costumo dizer que a maternidade é a melhor coisa que me aconteceu.
Custa as noites sem dormir? Custa quando a criança está doente e não sabemos o que fazer? Custa não conseguir acalmá-la quando faz certas birras? Custa quando levas uma chapada na cara? Claro que custa, mas não é por isso que vou dizer que ser mãe é muito difícil. Para mim não é!
Ainda ontem estava no cabeleireiro (coisa mais rara do mundo!) e meu marido apareceu lá com a minha Pipoca, que inacreditavelmente chegou e se jogou nos braços de uma moça que lá trabalha. Ela ficou toda derretida, dizendo que adora crianças e que não sabe se vai ser assim quando tiver os dela, mas que é louca com os filhos dos outros. Uma outra senhora que lá estava disse: "aguarda até teres os teus, vais ver se gostas tanto assim". Eu engoli em seco para não responder à senhora, afinal, cada pessoa tem a sua experiência e fala do que sabe, ela sabe de si. Eu apenas sorri e disse: "vais continuar a gostar e vai ser ainda melhor". Eu acredito mesmo nisto...
Claro que não é só rosas! Meu blog mesmo está cheio de posts sobre dias cansativos, idas ao hospital, sujeira na hora da comida, noites mal dormidas entre outras coisas. Eu não escondo que há momentos difíceis. Mas não acho que sejam esses os momentos que definem a maternidade. Prefiro defini-la com os momentos tranquilos, felizes e saudáveis.
Quer saber porque meu parto foi tão tranquilo? Porque sempre ignorei quem me dizia que eu era louca de não querer cesariana, que eu era louca de não querer epidural. Eu acreditava em mim e no meu próprio corpo, assim como acredito em mim como mãe.
Comentários desagradáveis são difíceis de ouvir, críticas negativas então nem se fala! Mas é importante saber filtrar e absorver só o que interessa de verdade.
E o que eu quero dizer com isso tudo? Que se acreditarmos em nós, seremos as melhores mães do mundo, mesmo não sendo igual a mais ninguém, porque criaremos seres humanos felizes. Acho que estou a fazer um bom trabalho...
Em 23 meses de maternidade cheios de aprendizado, vejo na minha filha uma criança feliz e nada mais importa nessa vida!
Parabéns minha Pipoca!
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