
É... adoram! Riscam tudo e mais alguma coisa, menos o papel que lhe damos!
Não sei como é aí em casa, mas por cá já vamos tendo algumas experiências "engraçadas". Essa é uma daquelas fases em que não sabemos muito bem o que fazer. Se formos muito impulsivas podemos "quebrar" um potencial artístico, se formos demasiado brandos e não fizermos nada, podemos acabar com a casa feita numa obra-de-arte. Então o que fazemos?
Cá em casa o pai chegou esconder a caixa de giz de cera porque já estava farto de ver riscos no chão e nos armários da casa de banho e da cozinha... mas não dá para proibir as crianças de brincarem aos desenhos, não é? Ainda mais nessa fase desenvolvimento exponencial... Como já disse, quem sabe se não estamos a sufocar uma futura Picassa ou uma verdadeira Dali?
Por isso mesmo sempre que ela pede um lápis ou uma caneta eu não resisto e lhe dou... claro que o papel também, mas o papel é de pouca dura, porque é mais divertido riscar os livros, o chão, a boneca ou o próprio corpo...
Já passei álcool, água oxigenada, pasta de dentes, toalhitas de várias marcas, detergente para mãos, detergente da louça, Cif creme e provavelmente algo mais que já não me lembro. Foram sugestões que me deram no Instagram e no Facebook. Mas... nada resultou!
A única solução que vemos na Internet que parece funcionar é utilizar Acnase (pomada para acne), ou outra pomada que tenha Peróxido de Benzoíla na sua composição e deixar ao sol por algumas horas. Este ainda não experimentei, mas confesso que experimentei todas as pomadas que tinha em casa, até as de assadura! Mas não, nenhuma tinha esse peróxido e nenhuma resultou. Mas como sou teimosa, ainda hei de fazer mais algumas "experiências científicas" antes de ir à farmácia comprar a tal pomada só para limpar a boneca...talvez a deixe tatuada para ela ver a sua obra de arte mais tarde... mázinha eu né!
No último domingo fomos almoçar à casa da avó. Estávamos todos descansado à mesa, mas ela, como todas as crianças nessa idade, se não estão a comer não conseguem está à mesa e pediu para ir ao chão. Sabe quando não te dás conta do silêncio que está, porque está envolvido na conversa, ou porque finalmente estás a comer calmamente uma refeição acabada de fazer, ainda quente? Isso foi o que aconteceu... não deve ter sido muito mais de 5 minutos... encontrou uma caixa com marcadores em cima da mesa de centro e o resultado? A foto seguinte fala por si:
Foram umas cartas do primo, a mesa, as mãos e a roupa... e o que fazemos nesta hora? Gritamos? Arrancamos nossos cabelos? Batemos? Ou apenas rimos da "desgraça"? Oh páh! Eu não consegui me conter e só ria... claro que depois fui buscar umas toalhitas para tentar limpar um bocadinho, pelo menos a mesa e as mãos... na idade dela não há muito a fazer a não ser explicar o que e por que não deve riscar, mas sei que terei de repetir muitas vezes até ela interiorizar. Soluções? Já tenho pensado no "Cantinho do desenho"... há algum tempo que tenho um papelão grande lá em casa para lhe fazer um castelo, vou aproveitar e fazer dele o cantinho dos desenhos. Espero que funcione.
Mas... tudo isto para refletir no tema: porque as crianças riscam tudo menos o papel? Terá alguma explicação científica? Se tem eu realmente gostaria de saber... aliás, o ideal seria nos lembrarmos dessa fase da nossa vida... daria mesmo muito jeito. Eu olho para ela e tenho muita pena de saber que ela se vai esquecer disso tudo e só vão restar as minhas memórias e meia dúzia de fotografias (sendo modesta, porque hoje em dia são milhares, ninguém tira meia dúzia de fotos)... e não, não encontrei explicação científica, apenas alguns blogs a dizer o mesmo que eu... basicamente.Encontrei entretanto vários motivos pelos quais não devemos "podar" a imaginação das nossas crianças e deixá-las livres para desenhar, pois o desenho delas diz muitas coisas... deixo o link da revista Pais & Filhos, se houver interesse.
Com isso tudo, sendo a mãe bastante calma e paciente que sou, vou encarar com muita naturalidade estes riscos todos e vou deixá-la livre para riscar... claro que vou tentar ao máximo evitar riscos na parede! Mas como costumam dizer "se a vida te der limões faça uma limonada", vou dizer: "se minha filha riscar a parede, faço uma moldura"!
A vida é muito curta para nos chatearmos com coisas pequenas, muito menos coisas materiais, pois já sabemos bem que deste mundo não levamos nada, deixamos sim muita coisa. Deixamos memórias e eu não quero que se lembrem de mim por ser aquela mãe chata e ranzinza que briga por tudo e por nada, que só se preocupava com as coisas... quero ser lembrada como a mãe "super cool" que sentava no chão para desenhar, que rebolava no chão para arrancar risadas...


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