segunda-feira, 2 de abril de 2018

Varicela! E agora?


Por essa eu não esperava!

Fui ingénua o suficiente para pensar que ela ia escapar. Alguns coleguinhas  da creche já tiveram e ela ainda nada, até que estava a tirar a roupa para lhe dar banho quando me dou conta de dois pontinhos vermelhos no barriga. Ainda pensei em mosquito (pernilongo), mas seria estranho picadas ali com tanta roupa que vestimos no inverno! Comecei a olhar mais de perto  daquilo de repente deixou de parecer picada de mosquito e veio o pensamento: ai não! Já tinha três nas costas, essas pequenas bolhas com líquido... 

No dia seguinte vamos à médica de família para ver e confirma-se: é mesmo varicela (catapora).  O que fazer agora? Bom, para começar vamos ficar de molho em casa, 10 dias de baixa para a mãe ficar com a Pipoca. Comprar um remédio para evitar que ela se coce e outro para secar as bolhas. Para a coceira foi recrutado Atarax que eu pouco dei. Não gostei do que li na bula. Para secar foi recrutado um líquido rosa, Caladril, para passar depois do banho. Mas o que eu acho que resultou mesmo foi uma pomada para picadas de insetos que lhe comprei quando estivemos no Brasil, para acalmar uma que já estava ferida de tanto ela coçar. Santo remédio porque realmente parecia aliviar a comichão e ao mesmo tempo tinha um efeito psicológico, porque assim que ela sentia vontade de jogar a mão pedia o “creminho” e não coçava. 

Ao fim de três dias apercebi-me que seria menos difícil do que pensava. Ela quase não teve bolhas e estava a lidar bem com as poucas que teve. Nada de febre... fizemos nossa vida normal, com exceção de ela ir para a creche e eu para o trabalho. Claro que evitamos lugares com crianças e grávidas, tal como nos disse a médica e avisávamos sempre que alguém se aproximava dela. 

Apesar de ser uma doença chata, até correu bem, muito bem. Ainda tem feridas a soltar as últimas “cascas” e ela se queixa de doi doi, mas porque deve incomodar. Vai ficar com apenas duas marcas, espero eu, infelizmente uma na testa e outra na sombra ela que foram as primeiras que ela coçou e acabaram por ser as últimas a secarem. De resto... já está despachada. 

Parte mais chata disto tudo: ver a minha filha doente e ter que ouvir que é melhor ter já, quanto mais cedo melhor. Como se fosse uma coisa boa! Não, não é. Melhor é não ter! Mas já que teve, ainda bem que foi pacífico, tranquilo mesmo.  

Agora espero que as doenças dêem uma trégua! Coitada da Pipoca, não tem que ter todas né!










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