terça-feira, 29 de agosto de 2017

20 meses de "Pipoca"

Em menos de nada a Pipoca já tem 20 meses! 

Daqui a nada é inverno, daqui 4 meses minha pipoca deixa de ser bebe. Claro que para mim ela vai ser sempre bebe, mas cientificamente falando, ela aos dois anos passa a ser considerada uma criança.

Nota-se isso na sua independência, no seu desenvolvimento. Há pouco mais de 4 meses ela dava seus primeiros passos, hoje em dia corre e sobe em tudo. Arrisca-se... Neste mesmo tempo ela disse pela primeira vez mamã, hoje em dia é como a publicidade da Whiskas saquetas, só que lá em casa é "blábláblá mamã, blablablá mamã". Sem falar daquela linguagem que só os bebes entendem, assim com ar de quem está a dar uma bronca, apontando o dedinho ou fazendo gestos com a mão...

Desafia... e como! Ainda hoje lhe disse: "filha, pára de passar a banana no cabelo" e ela olhava para mim e ainda passava ainda mais! O que uma mãe faz nessa hora? Minha vontade era só rir, ao mesmo tempo que me sentia irritada com a audácia da mocinha. Mas eu lá na minha paciência rebuscada não sei onde ignorei, continuei a tomar o meu pequeno almoço e só pensava: "quem não gosta de lavar o cabelo és tu"... 

Talvez o correto nesta hora seria eu ter levantado e lhe tirado a banana das mãos e explicado que por ela passar a banana no cabelo ficou sem ela. Sim, seria. Mas não sou de ferro. Mãe acorda cansada. Educar cansa, ensinar cansa, não dormir cansa. Mães falham, mães não nascem mães, mães aprendem com os erros. Um dos poucos momentos de descanso que tenho é a hora da papa. É um momento em que ela se diverte ao mesmo tempo que come. É um momento para aproveitar e tomar o meu pequeno almoço ainda quente, não para estragar com brigas e choradeira, sim, porque a birra seria grande (ou não). Sei que muita gente vai dizer e pensar: "é por isso que as crianças de hoje são tão difíceis, não lhe impõem limites".  Não é verdade. Um coisa é impor limites, outra coisa é chamar à atenção e dizer não por tudo e por nada.

Como tudo, também devemos ser tolerantes e entender que eles crescem e o desafio é parte deste crescimento. Fazer máscara facial e capilar com comida também. Há de chegar o momento em que ela deixará de atirar comida ao chão, deixará de sujar-se, comerá com garfo e faca. Tudo a seu tempo. De tantos nãos que ouvem a palavra preferida dessa idade é o não, até mesmo quando querem dizer sim.

Em 20 meses ela já aprendeu tanto! É uma autêntica esponja... absorve tudo. Já sabe calçar alguns sapatos sozinha e quando põe com os pés trocados e eu lhe digo que "está ao contrário" ela percebe logo e calça-os bem. Já vai querendo vestir-se sozinha. Já "penteia" a mamã e até a careca do papá. Já pede água e papa. Já sabe assoar o nariz. Já usa o bacio (embora ainda pouco). Já escova os dentes sozinha (depois a mãe tem que dar um toque). Já fica contente quando está cheia de sono e lhe digo: vamos para a cama. Já pede o "tutu" (leitinho)... 

Adora chapéus e óculos de sol. Adora vestir-se para sair e calçar sapatos, é louca por sapatos. É vaidosa. Gosta que lhe digam que está linda ou cheirosa. Bebe água no copo de "gente grande". Ainda não come doces. Adora iogurte. Seus brinquedos preferidos são legos e livros, qualquer livro, mas o "Cu-cú" é o predileto. 

Em 20 meses eu aprendi tanto! Aprendi que ser mãe é muito mais do que amamentar e passar noites em claro. Ser mãe é estar em constante alerta. é "vigiar e orar" o tempo todo pela cria. É preocupar-se com a alimentação, com a roupa, com vacinas... é correr para as urgências quando a febre aumenta, é quase morrer do coração quando vê um ouvido arrebentado. Ser mãe é sentir-se impotente diante de um filho doente, é querer que todo aquele mal fosse em si só para não ver a cria sofrer. É ter o coração nas mãos no primeiro dia de creche, é não conseguir sair para descontrair sem sentir-se culpada por deixar o filho com o pai, com a avó ou com a tia.. é querer estar sempre junto, mesmo quando não tem mais forças para abaixar e levantar seguindo as "instruções" que o filho dá. É estar em forma sem ter que ir ao ginásio, fazer agachamentos todo o tempo a apanhar brinquedos e sapatos espalhados pelo chão e/ou levantamento de peso sempre que um pedido de colo emerge.

São 20 meses de aprendizado para nós três, porque o pai também tem aprendido umas valentes lições... tais como a importância do tempo dedicado só e somente à pequena, que as birras não são porque sim, mas porque ela não sabe se expressar. Que o não é necessário, mas pode ser dito de outras formas, que uma gargalhada por uma cocéga na barriga é o melhor som do mundo! Aprendeu que não há nada melhor do que chegar à casa e sentir um abraço nas pernas ou ver um sorriso de orelha a orelha acompanhado de um "papáaaaaa"! 

Enfim, tudo isto para dizer que 20 meses se aprende muito, se vive muito e intensamente muitas coisas e principalmente, ama-se intensamente a cada segundo.

Parabéns meu amor, pelos teus 20 meses de vida. Sou grata por me teres escolhido para ser tua mãe , és um ser encantador que me enche o coração dia após dia... 

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