terça-feira, 22 de agosto de 2017

Outra Otite!

Nãaaaao!

Não posso acreditar! Duas otites em 20 dias! Vocês acreditam??? Até me dói a alma. 

Ela estava bem, estava super divertida e bem disposta... passamos a manhã na praia e a tarde na piscina, ainda por cima! Embora ainda com cuidado, evitando molhar os ouvidos, praia, piscina e otite não combinam nada!!

Foi no domingo durante a noite, dia 13/08 que ela começou a ficar com o olho remelento. Ela acordava chorando, com os olhinhos colados a dizer que tinha dói dói e apontava para o olho esquerdo. De manhã reparei o que estava acontecendo, limpei, mas não imaginava o que estava por vir, pensei que pudesse ser um grãozinho de areia que entrou e ela não conseguiu expelir e acabou por arranhar o olho. 

Quando fui buscá-la à creche ela já tinha uma secreção branca a sair nos dois olhos. Chamaram-me à atenção para observar, porque tinha estado assim o dia inteiro, mal limpavam voltava ao mesmo. Fiquei preocupada e na expectativa, imaginando que seria uma conjuntivite. À noite não quis jantar e começou a  ter febre. Passou a noite e ela não bebeu o leite que é de costume, acordava chorando com o dói dói dos olhos. 


Nesta manhã, dia 15/08, como era feriado, estava em casa com ela... tive que desmarcar um dia de piscina com amigas, a pipoca em primeiro lugar. Após o almoço, que tinha frango desfiado, reparei algo em seu ouvido que parecia um fiozinho de frango. Não seria nada de espantar, não é! Quando ela come faz ao mesmo tempo tratamento de beleza e cabelo. Puxei e o que vinha ali agarrado? Pus. Tinha outra vez o ouvido arrebentado. Meu coração até gelou... outra vez! Mais antibiótico... oh Pipoca minha! Por quê?! 

Após a sesta dela fomos à urgência pediátrica em Faro. Tivemos sorte, só havia duas crianças à nossa frente e a sala de espera estava vazia (sem preconceito: parece que os ciganos tiraram férias do hospital). Diagnóstico: outra otite, ou melhor, a mesma otite que foi mal curada, garganta inflamada. Vamos para casa com prescrição de antibiótico (amoxicilina), pingos para os olhos e pingos para o nariz. 

Neste dia ela não comeu praticamente nada, nem o seu leite quis beber. À noite, as três primeiras noites foram de "cortar à faca", difíceis, acho que desde sempre, as piores. Ela chorava, chamava por mim, mas não me deixava tocá-la. Mostrava a boca e os ouvidos e dizia dói dói, e gritava, esperneava, acho que até a dor parar. Ela acalmava, eu tentava dar-lhe o leitinho e ela começava a chorar com a mão na boca, a chupeta, igual. Três noites, três assim. 

Eu já não me aguentava em pé, porque o choro era demasiado frequente. Mas a mão na boca só descobri porque ela apontava para a bochecha, afinal não era garganta, mas sim aftas na bochecha esquerda e uma ferida na ponta da língua. Tudo lhe doía, até água. Para ajudar também lhe saíram umas bolhas vermelhas no rabinho que se espalhava pela virilha, na zona da fralda, que lhe doíam quando a fralda arrastava. 

Ainda na quarta-feira, dia 16/08 levei-a à medica de família, pois além de precisar de uma baixa de acompanhamento familiar, gostaria que e médica de família a observasse. Infelizmente não correu muito bem. A médica estava de férias e ela foi atendida por outra médica. Não gosto de usar meu blog para me queixar, mas neste caso não consigo. A médica era impaciente, bruta mesmo. Perguntou o que se passava e quando comecei a explicar ela interrompeu. Fez uma perguntar que fui responder e fui novamente interrompida. Ao observar a Pipoca, era intolerante, não dava tempo para ela se acalmar, era tudo à força, tudo à bruta. Ainda por cima não me passou logo a baixa, que tive que ir pedir ao balcão e pagar por ela, coisa que não aconteceu das duas ultimas vezes que estive de baixa com a pequenina. Falou das aftas e disse que não havia nada a fazer com as bolhas do rabinho, que era apenas para observar. Saí de lá super irritada. Juro. 

Mas não concordei com a médica. Tenho em casa Candicort que trouxe do Brasil e passei nas bolinhas que em menos de dois dias já secaram. Quando às aftas não fiz nada, mas depois de passar fiquei a pensar que podia ter posto aquela pomada de alívio das gengivas, ao menos anestesiava um pouco. 

Bom, após três noites terríveis parece que o antibiótico começou a fazer efeito e as coisas acalmaram. Na 6ª resolvi ir à pediatra, só para ficar descansa. Nada a ver. A atenção, o cuidado, a forma de conversar. Enfim, a pediatra alterou a dose da medicação, disse que nos casos de Otite a dose é um pouco superior. Também me disse que o Klacid pediátrico não é o mais indicado nos casos de Otites, pois as bactérias que causam esta doença são bem resistentes ao princípio ativo deste medicamento e por isso a Otite dela voltou. Desta vez a Otite veio com tudo, trazendo seus amigos para atormentar e fazer sofrer a pequenina! Poças! Tinha que ser tudo de uma só vez!? Coitada da moça e coitada da mãe, que já normalmente é um zoombie, assim então, não se dá mexida! 

O que vale é que hoje ela já está bem, ainda com a medicação, mas já está dormindo bem novamente (bem como quem diz, não é! Já dorme o que dormia!) e já come como uma menina crescida. 

Falaram-me numas tais bolinhas homeopáticas sobre as quais ainda tenho que falar com o pediatra... quem sabe!!




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