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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Estomatite Aftosa: dor que passa dos limites

Dor da filha é dor no coração da mãe.

Quando engravidei não fazia a menor ideia que existiam tantas doenças terminadas com "ite" e menos ainda que minha filha teria praticamente todas! Estomatite Aftosa ou Estomatite Herpética é a nova doença da Pipopa. 

Trata-se de uma doença causada pelo vírus HSV-1 e manifesta-se cerca de 5 a 7 dias após o contacto com pessoa infectada. O primeiro sintoma é a febre muito alta e vermelhidão na boca, incluindo bochecha, garganta e gengivas. As lesões depois se parecem com aftas e são extremamente dolorosas e contagiosas. 

No caso da Pipoca, após um dia em que ela supostamente esteve super bem, muito agitada e bem disposta, durante a noite teve febre que atingiu os 39º. Uma vez com febre durante a noite não acabou por ficar em casa com o pai que estava de férias. Liguei para a creche para avisar e disseram-me para observar porque há dias tinha uma miúda de outra sala que teve uma amigdalite aguda. 

De facto na manhã a seguir ao início da febre ela tirou a chupeta e me disse que tinha "dói dói" na boca. Disse ao pai para levá-la ao centro de saúde apesar da febre só agora ter começado; por experiência própria não quis esperar os ditos 3 dias de febre para depois ir diagnosticar seja o que for, prolongando o sofrimento. Com a informação da creche o pai foi com ela ao médico que, não sei se por não ser pediatra ou influenciado pela informação que levamos, diagnosticou uma faringite e receitou Amoxicilina + Ácido Clavulânico. 

Um dia e meio após o início da febre apareceram bolhas nos lábios e queixo e ela deixou de comer. Pensávamos que era por causa do antibiótico, mas com 3 dias de tratamento a febre continuava muito alta e nada de melhorias na garganta. Controlávamos com Iburon supositório 75mg (Brufen) e Benuron supositório 250mg (Paracetamol), alternando entre um e outro de 4 em 4h, porque a febre manifestava-se num intervalo muito curto - mal descarregava já subia novamente.

Devido à má experiência que tive com a Pipoca no primeiro mês de vida por não ter dado atenção ao meu instinto, levei-a à urgência pediátrica do Hospital de Faro e foi diagnosticada a tal Estomatite Aftosa. Resultado: estava tomando antibiótico para nada, pois o antibiótico não é tratamento em caso de vírus, então suspenderam a toma. Ainda bem! Porque como já devem ter lido no meu post sobre "A Pipoca e os remédios", fazê-la  tomar antibiótico é sempre um filme de terror, para além do facto da moça andar sempre a antibióticos um atrás do outro... 

Indicações para o caso: Aloclair Gel para aliviar as dores e o desconforto; aplicar pelo menos 4 vezes ao dia, de preferência cerca de meia hora antes da refeição para que a criança consiga comer algo. Após a refeição limpar os dentes com uma compressa molhada (nada de escova) e voltar a por o gel. Li entretanto relatos em sites de maternidade de mães que optaram pelo spray, por ser mais fácil de aplicar, o que vou experimentar hoje por conta própria, pois a Pipoca não lhe deixa aplicar o gel - já levei com cada dentada que nem conto! O brufen e o paracetamol também ajudam a aliviar as dores, principalmente o brufen, pelo que a médica disse para utilizar também para este efeito e não só para baixar a febre.

De resto, é esperar. Esperar que as defesas do corpo façam o seu trabalho e matem o vírus. O pior desta espera não é a febre, com ela pode a Pipoca bem, apesar de sempre vomitar quando chega aos 39º. Essa parte é mesmo chata, porque foram 3 noites sem dormir praticamente nada, 3 noites a dar banho na Pipoca durante a madrugada e a trocar lençóis, limpar a cama e o chão. Nas últimas noites a febre deu uma trégua e espaçou um pouco, evitando subir durante a madrugada. Infelizmente não é suficiente para a pequena dormir bem. Mas pior mesmo é que acorda vezes sem conta a chorar desesperadamente com dores, com fome. O biberão está lá para ela, só que começa a beber o leite e lhe dói a boca, ela acaba por deixar e dormir. Parte-me o coração.

Por isso estou sempre a dizer que dor da filha é dor no coração da mãe... se tem uma coisa difícil na maternidade é ver um filho sofrer e não conseguir fazer nada para retirar dele esse sofrimento. Claro que os miminhos ajudam, acalentam... mas não tiram a dor! 

Colinho, muito colinho! Ontem foi um dia de colo: colinho acordada, colinho dormindo... miminhos destes não estragam, muito pelo contrário, mostram que estamos lá para eles sempre, principalmente quando estão vulneráveis!







terça-feira, 22 de agosto de 2017

Outra Otite!

Nãaaaao!

Não posso acreditar! Duas otites em 20 dias! Vocês acreditam??? Até me dói a alma. 

Ela estava bem, estava super divertida e bem disposta... passamos a manhã na praia e a tarde na piscina, ainda por cima! Embora ainda com cuidado, evitando molhar os ouvidos, praia, piscina e otite não combinam nada!!

Foi no domingo durante a noite, dia 13/08 que ela começou a ficar com o olho remelento. Ela acordava chorando, com os olhinhos colados a dizer que tinha dói dói e apontava para o olho esquerdo. De manhã reparei o que estava acontecendo, limpei, mas não imaginava o que estava por vir, pensei que pudesse ser um grãozinho de areia que entrou e ela não conseguiu expelir e acabou por arranhar o olho. 

Quando fui buscá-la à creche ela já tinha uma secreção branca a sair nos dois olhos. Chamaram-me à atenção para observar, porque tinha estado assim o dia inteiro, mal limpavam voltava ao mesmo. Fiquei preocupada e na expectativa, imaginando que seria uma conjuntivite. À noite não quis jantar e começou a  ter febre. Passou a noite e ela não bebeu o leite que é de costume, acordava chorando com o dói dói dos olhos. 


Nesta manhã, dia 15/08, como era feriado, estava em casa com ela... tive que desmarcar um dia de piscina com amigas, a pipoca em primeiro lugar. Após o almoço, que tinha frango desfiado, reparei algo em seu ouvido que parecia um fiozinho de frango. Não seria nada de espantar, não é! Quando ela come faz ao mesmo tempo tratamento de beleza e cabelo. Puxei e o que vinha ali agarrado? Pus. Tinha outra vez o ouvido arrebentado. Meu coração até gelou... outra vez! Mais antibiótico... oh Pipoca minha! Por quê?! 

Após a sesta dela fomos à urgência pediátrica em Faro. Tivemos sorte, só havia duas crianças à nossa frente e a sala de espera estava vazia (sem preconceito: parece que os ciganos tiraram férias do hospital). Diagnóstico: outra otite, ou melhor, a mesma otite que foi mal curada, garganta inflamada. Vamos para casa com prescrição de antibiótico (amoxicilina), pingos para os olhos e pingos para o nariz. 

Neste dia ela não comeu praticamente nada, nem o seu leite quis beber. À noite, as três primeiras noites foram de "cortar à faca", difíceis, acho que desde sempre, as piores. Ela chorava, chamava por mim, mas não me deixava tocá-la. Mostrava a boca e os ouvidos e dizia dói dói, e gritava, esperneava, acho que até a dor parar. Ela acalmava, eu tentava dar-lhe o leitinho e ela começava a chorar com a mão na boca, a chupeta, igual. Três noites, três assim. 

Eu já não me aguentava em pé, porque o choro era demasiado frequente. Mas a mão na boca só descobri porque ela apontava para a bochecha, afinal não era garganta, mas sim aftas na bochecha esquerda e uma ferida na ponta da língua. Tudo lhe doía, até água. Para ajudar também lhe saíram umas bolhas vermelhas no rabinho que se espalhava pela virilha, na zona da fralda, que lhe doíam quando a fralda arrastava. 

Ainda na quarta-feira, dia 16/08 levei-a à medica de família, pois além de precisar de uma baixa de acompanhamento familiar, gostaria que e médica de família a observasse. Infelizmente não correu muito bem. A médica estava de férias e ela foi atendida por outra médica. Não gosto de usar meu blog para me queixar, mas neste caso não consigo. A médica era impaciente, bruta mesmo. Perguntou o que se passava e quando comecei a explicar ela interrompeu. Fez uma perguntar que fui responder e fui novamente interrompida. Ao observar a Pipoca, era intolerante, não dava tempo para ela se acalmar, era tudo à força, tudo à bruta. Ainda por cima não me passou logo a baixa, que tive que ir pedir ao balcão e pagar por ela, coisa que não aconteceu das duas ultimas vezes que estive de baixa com a pequenina. Falou das aftas e disse que não havia nada a fazer com as bolhas do rabinho, que era apenas para observar. Saí de lá super irritada. Juro. 

Mas não concordei com a médica. Tenho em casa Candicort que trouxe do Brasil e passei nas bolinhas que em menos de dois dias já secaram. Quando às aftas não fiz nada, mas depois de passar fiquei a pensar que podia ter posto aquela pomada de alívio das gengivas, ao menos anestesiava um pouco. 

Bom, após três noites terríveis parece que o antibiótico começou a fazer efeito e as coisas acalmaram. Na 6ª resolvi ir à pediatra, só para ficar descansa. Nada a ver. A atenção, o cuidado, a forma de conversar. Enfim, a pediatra alterou a dose da medicação, disse que nos casos de Otite a dose é um pouco superior. Também me disse que o Klacid pediátrico não é o mais indicado nos casos de Otites, pois as bactérias que causam esta doença são bem resistentes ao princípio ativo deste medicamento e por isso a Otite dela voltou. Desta vez a Otite veio com tudo, trazendo seus amigos para atormentar e fazer sofrer a pequenina! Poças! Tinha que ser tudo de uma só vez!? Coitada da moça e coitada da mãe, que já normalmente é um zoombie, assim então, não se dá mexida! 

O que vale é que hoje ela já está bem, ainda com a medicação, mas já está dormindo bem novamente (bem como quem diz, não é! Já dorme o que dormia!) e já come como uma menina crescida. 

Falaram-me numas tais bolinhas homeopáticas sobre as quais ainda tenho que falar com o pediatra... quem sabe!!




Socorro, que bagunça!

Hoje venho aqui falar de um assunto muito delicado: bagunça. Yeahhh! Só que não! Desde quando bagunça é assunto delicado, né!  Então vamos l...

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