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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Otite... novamente!

Parece que terei mesmo que ir a um otorrino com a Pipoca. Há cerca de 10 dias voltou a ter uma otite. Foi sem qualquer aviso. 

Ela por duas noites dormiu mal, mexia-se muito e acordava chorando... mas nada de febre, nada que me dissesse: "lá vem outra otite". De repente, antes mesmo de aparecer uma febre, lá vejo o ouvido a escorrer... e lá vamos nós ao médico para receitar antibiótico. 

Coitada da miúda! Tão pequenina e já perdi as vezes que tomou antibióticos... mas como já contam quatro otites no mesmo ouvido, vamos marcar uma consulta com um otorrino para tentar descobrir o motivo dessas otites de repetição e formas de prevenir. 

Dificuldade? Dar-lhe o antibiótico... Ela simplesmente não aceita tomar o remédio e se forçamos ela vomita tudo. Opções? Tal como já disse em outras postagens, o leite. Mas sabem que mais? Desde que começou a tomar o antibiótico começou a rejeitar o leite...  Já não aceita o leitinho da deita, não bebe leite de manhã. Durante a noite, só há duas noites voltou a beber um bocadinho de nada. Este eu não me importava que ela deixasse, porque nas primeiras noites que não quis o leite dormiu bem melhor, embora não a noite toda de seguida. Ainda não percebi se ela começou a rejeitar o leite porque sentia o sabor do antibiótico ou se é porque no início da otite a febre subia e ela vomitava. 

Agora já está melhor, embora ainda não sei se ficou bem curada, pois tomar antibiótico a horas é mentira, nem sempre tomava as doses completas e muitas vezes vomitava a seguir... agora o ouvido está seco, não há febres e ela não se queixa de "dói dói na orelha"... vamos saber quando conseguirmos a tal consulta no otorrino.

Não é fácil... nada fácil...

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Outra Otite!

Nãaaaao!

Não posso acreditar! Duas otites em 20 dias! Vocês acreditam??? Até me dói a alma. 

Ela estava bem, estava super divertida e bem disposta... passamos a manhã na praia e a tarde na piscina, ainda por cima! Embora ainda com cuidado, evitando molhar os ouvidos, praia, piscina e otite não combinam nada!!

Foi no domingo durante a noite, dia 13/08 que ela começou a ficar com o olho remelento. Ela acordava chorando, com os olhinhos colados a dizer que tinha dói dói e apontava para o olho esquerdo. De manhã reparei o que estava acontecendo, limpei, mas não imaginava o que estava por vir, pensei que pudesse ser um grãozinho de areia que entrou e ela não conseguiu expelir e acabou por arranhar o olho. 

Quando fui buscá-la à creche ela já tinha uma secreção branca a sair nos dois olhos. Chamaram-me à atenção para observar, porque tinha estado assim o dia inteiro, mal limpavam voltava ao mesmo. Fiquei preocupada e na expectativa, imaginando que seria uma conjuntivite. À noite não quis jantar e começou a  ter febre. Passou a noite e ela não bebeu o leite que é de costume, acordava chorando com o dói dói dos olhos. 


Nesta manhã, dia 15/08, como era feriado, estava em casa com ela... tive que desmarcar um dia de piscina com amigas, a pipoca em primeiro lugar. Após o almoço, que tinha frango desfiado, reparei algo em seu ouvido que parecia um fiozinho de frango. Não seria nada de espantar, não é! Quando ela come faz ao mesmo tempo tratamento de beleza e cabelo. Puxei e o que vinha ali agarrado? Pus. Tinha outra vez o ouvido arrebentado. Meu coração até gelou... outra vez! Mais antibiótico... oh Pipoca minha! Por quê?! 

Após a sesta dela fomos à urgência pediátrica em Faro. Tivemos sorte, só havia duas crianças à nossa frente e a sala de espera estava vazia (sem preconceito: parece que os ciganos tiraram férias do hospital). Diagnóstico: outra otite, ou melhor, a mesma otite que foi mal curada, garganta inflamada. Vamos para casa com prescrição de antibiótico (amoxicilina), pingos para os olhos e pingos para o nariz. 

Neste dia ela não comeu praticamente nada, nem o seu leite quis beber. À noite, as três primeiras noites foram de "cortar à faca", difíceis, acho que desde sempre, as piores. Ela chorava, chamava por mim, mas não me deixava tocá-la. Mostrava a boca e os ouvidos e dizia dói dói, e gritava, esperneava, acho que até a dor parar. Ela acalmava, eu tentava dar-lhe o leitinho e ela começava a chorar com a mão na boca, a chupeta, igual. Três noites, três assim. 

Eu já não me aguentava em pé, porque o choro era demasiado frequente. Mas a mão na boca só descobri porque ela apontava para a bochecha, afinal não era garganta, mas sim aftas na bochecha esquerda e uma ferida na ponta da língua. Tudo lhe doía, até água. Para ajudar também lhe saíram umas bolhas vermelhas no rabinho que se espalhava pela virilha, na zona da fralda, que lhe doíam quando a fralda arrastava. 

Ainda na quarta-feira, dia 16/08 levei-a à medica de família, pois além de precisar de uma baixa de acompanhamento familiar, gostaria que e médica de família a observasse. Infelizmente não correu muito bem. A médica estava de férias e ela foi atendida por outra médica. Não gosto de usar meu blog para me queixar, mas neste caso não consigo. A médica era impaciente, bruta mesmo. Perguntou o que se passava e quando comecei a explicar ela interrompeu. Fez uma perguntar que fui responder e fui novamente interrompida. Ao observar a Pipoca, era intolerante, não dava tempo para ela se acalmar, era tudo à força, tudo à bruta. Ainda por cima não me passou logo a baixa, que tive que ir pedir ao balcão e pagar por ela, coisa que não aconteceu das duas ultimas vezes que estive de baixa com a pequenina. Falou das aftas e disse que não havia nada a fazer com as bolhas do rabinho, que era apenas para observar. Saí de lá super irritada. Juro. 

Mas não concordei com a médica. Tenho em casa Candicort que trouxe do Brasil e passei nas bolinhas que em menos de dois dias já secaram. Quando às aftas não fiz nada, mas depois de passar fiquei a pensar que podia ter posto aquela pomada de alívio das gengivas, ao menos anestesiava um pouco. 

Bom, após três noites terríveis parece que o antibiótico começou a fazer efeito e as coisas acalmaram. Na 6ª resolvi ir à pediatra, só para ficar descansa. Nada a ver. A atenção, o cuidado, a forma de conversar. Enfim, a pediatra alterou a dose da medicação, disse que nos casos de Otite a dose é um pouco superior. Também me disse que o Klacid pediátrico não é o mais indicado nos casos de Otites, pois as bactérias que causam esta doença são bem resistentes ao princípio ativo deste medicamento e por isso a Otite dela voltou. Desta vez a Otite veio com tudo, trazendo seus amigos para atormentar e fazer sofrer a pequenina! Poças! Tinha que ser tudo de uma só vez!? Coitada da moça e coitada da mãe, que já normalmente é um zoombie, assim então, não se dá mexida! 

O que vale é que hoje ela já está bem, ainda com a medicação, mas já está dormindo bem novamente (bem como quem diz, não é! Já dorme o que dormia!) e já come como uma menina crescida. 

Falaram-me numas tais bolinhas homeopáticas sobre as quais ainda tenho que falar com o pediatra... quem sabe!!




quinta-feira, 27 de julho de 2017

O raio das Otites e o desespero da mãe

Não me lembro de me sentir tão frustrada como hoje pela manhã. A sério. Provavelmente até já estive, mas como memória de mãe esquece facilmente os momentos difíceis com os pequenos, estou considerando hoje o meu pior dia.

Agora já me vai passando, mas senti-me horrível de chorar e implorar à pipoca que engolisse o antibiótico.

Acontece que ontem acordamos cedo, despachamo-nos cedo, saímos de casa cedo. Das poucas vezes que chegamos à creche as 9:00 h. Como chegamos cedo e a auxiliar ainda não estava na sala, fiquei a conversar com outra mãe. Passados uns 5 minutos a auxiliar aproxima-se de nós e brincando com a Pipoca e diz-me: "mãe, ela tem o ouvido arrebentado". O quê? Como assim? Quando olho para o ouvido da pequenina nem queria acreditar... cheinho de pus. Mais estranho foi ela não se queixar.

Ela já andava febril na semana passada, febres leves que iam e voltavam sozinhas e no sábado  à noite queixou-se do ouvido. Fiquei a noite a observá-la, mas como no domingo já não se queixou mais, supus que ela poderia ter água no ouvido, uma vez que passamos o dia na piscina. Aí me perguntam: e a febre? Pois é, os médicos modernos dizem que dentição não causa febre, mas a verdade é que sempre que está para sair um dentinho a temperatura dela tende a subir. Como ela tem andado a babar muito, a morder e coçar com os dedinhos, imaginei que a febre vinha daí.

Mas não... é o raio de uma Otite. Assustou-me demais! Claro que ela nem ficou na creche, fomos a correr para o Centro de Saúde, que por sorte estava vazio e ela foi atendida rapidamente. O médico acabou por tranquilizar-me ao dizer que quando arrebenta é bom, porque alivia a pressão que a inflamação estava a fazer no tímpano e em consequência alivia também a dor. Pobre da minha pipoca... ela é mesmo muito resistente à dor, porque queixou-se tão pouco! Nem chorava nem nada.

Agora vem a parte do antibiótico, não é! Tem que tomar Klacid Pediátrico, esse por acaso ainda não lhe tinha calhado. O sabor é bom, sabe a Tuti-Fruti, mas o granulado não dissolve, fica tipo como se tivesse uns grãozinhos de areia que depois na boca amargam quando passa o sabor adocicado. 

Ontem a missão dar antibiótico até correu bem. Ao tentar dar-lhe com a seringa ela cuspiu tudo, mas como era hora do leitinho da deita, coloquei cerca de 40ml de leite num biberão pequeno e misturei o antibiótico e ela não se queixou. Hoje de manhã não foi tão fácil assim. Ela não costuma comer nem beber nada ao acordar, o que dificulta o truque do leite. Tentei com a seringa diretamente, assim que o antibiótico bateu na garganta, vomitou. Daí esquece dar puro... misturei num pouco de leite com um cheirinho de café (que ela adora) e nada. Experimentei um copinho de remédio, por ser pequenino ela acha piada, mas foi tudo para o chão. Experimentei o leite com palhinha (canudinho) e nada... nada lhe fazia beber o remédio. 

Por fim forcei a barra com o leite com cheirinho a café, colocando em uma seringa, mas a magana conseguia cuspir quase tudo... não pelo sabor, mas porque ela não queria mesmo beber nada. 

Só sei que gastei 3 doses de antibiótico e não sei se ela chegou a  tomar uma. Chorei e cheguei a lhe implorar para que tomasse o remédio, mas ela olhava-me com aquela carinha laroca e sorriso doce como se eu estivesse a fazer uma bela palhaçada. 

Fiquei frustrada. Fiquei desolada por saber que ela precisa melhorar e eu não consegui que ela engolisse o remédio. Chorei sim, irritei-me, fiquei triste em ter de forçar-lhe a beber o leite, de ter que segurá-la aos prantos. Desesperei... nunca tinha acontecido, pois antes mesmo que ela não gostasse do remédio, com a seringa ela acabava por tomar. Agora não, isso de aprender a cuspir é terrível!!

Pesquisei formar de dar o remédio, mas pelo que vi, muitas mães passam pelo mesmo que eu e faz o mesmo: mistura no leite. Hoje a noite é tranquilo, pensei eu. Amanhã é outro dia...

Mas não foi assim. Esta noite ela apercebeu-se no remédio no leite e não o quis tomar. Insisti várias vezes durante toda a noite e nada. Nesta noite falhámos uma dose do medicamento.

De manhã outra luta. Desta vez o pai a agarrou e tivemos que forçar outra vez, puro. Desta não vomitou, foi difícil, doeu em mim o prato dela, mas tinha que ser.

Mentalizei-me no tem que ser e assim tem sido e será até acabar. Foram 4 dias de ouvido a sair pus. São 10 dias de antibiótico e parece que com o tempo vai ficando menos difícil. O choro é intenso, mas parece que ela vai tomando consciência que não vale a pena lutar contra, porque vai ter que tomar o remédio.

Eu converso antes, mostro a seringa para ver se ela toma de boa vontade. Ela até ameaça, mas quando sente o sabor rejeita. Quando acaba batemos palma e fazemos a festa e ela até comemora, mas durante é um filme! Parece que lhe estamos a espancar!

O que vale é que está quase... 

Socorro, que bagunça!

Hoje venho aqui falar de um assunto muito delicado: bagunça. Yeahhh! Só que não! Desde quando bagunça é assunto delicado, né!  Então vamos l...

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