sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Rejeita o pai, o que fazer?

Este é um tema difícil. Difícil de falar sobre e ainda mais difícil lidar com a situação. Dói à mãe, dói ainda mais ao pai. Sempre que falo com alguém sobre o assunto até me vêm as lágrimas aos olhos. Eu sei que pode ser apenas mais uma fase e vai passar, mas custa muito...

Desde que ficou doente, no início da semana passada que a Pipoca mudou o seu comportamento com o pai. Foi a semana em que o pai começou no trabalho novo e uma semana que a mãe tirou de férias antes de começar também no novo emprego, então foi a mãe a ficar com ela em casa. Mas até aí novidade nenhuma, pois por norma tem sido assim, raras exceções. A novidade é que desde então ela deixou de aceitar tudo que venha ou seja relacionado ao pai.

Beijos, esquece lá isto, ele leva logo com um NÃO bem vincado e se insistir com tapas na cara. Abraços, esperneia e grita como se lhe estivesse a bater. Até olhar não pode. Se encosta em mim ou apanha algo meu, como por exemplo o telefone, ela lhe tira das mãos e vem dar-me. Muitas vezes no fim de semana ele se levantava e ficava na sala com ela ou iam ao supermercado, ao parque para eu descansar, mas agora ela nem aceita que ele lhe vista e quando fala em ir à rua ela diz logo que não, o que acaba por ser uma raridade, ela adora sair de casa. 

Ontem foi a festa de Natal da creche e estavam lá muitos pais com seus filhos ao colo. Ela só queria o meu... eu insistia e dizia para ela ir ao pai, mas ela fazia aquela birra, se jogava ao chão e chorava de sair lágrimas. O pai, coitado, nem usufruiu da festa, limitou-se a encostar em um canto, triste, muito triste. 

Aquela cena cortou-me o coração e quanto mais eu fazia para ela ir ao pai, mais ela dizia não e chorava. Ele dizia para eu não insistir, mas eu não conseguia não fazer nada! Fiquei a pensar se seria igual se eu não estivesse ali. Muito provavelmente não. 

O que eu faço? 

Será que devo me afastar da minha filha para que ela se aproxime do pai? Como é que consigo fazer isso? Que mãe consegue dar as costas ao filho quando este chama por ela, quando pede colo, quando pede um miminho? Eu não sou capaz.

Só sei que não sei o que fazer e o pai menos ainda. Ele de manhã vai ao seu encontro no quarto para lhe dar um beijo antes de ir trabalhar e leva com um não e ela parece ser possuída por uma "síndrome de burro",  aos coices para todo o lado. 

Que fase triste! 

E eu ando morta, pois ela só me quer a mim, é colo para tudo, até ficar na creche tem sido mais difícil, embora aí eu entenda, pois ao começar no trabalho novo, ao invés de ela ficar menos tempo na creche acaba ficando mais uma hora. Uma horinha que de manhã brincávamos juntas agora é na escola e ela deve estar a ressentir...

Será que devo ir a um psicólogo com ela em tão tenra idade? 

Espero bem que não... vou incentivar o pai a levá-la a sair sozinhos no fim de semana, vamos ver como corre... espero mesmo que bem.

Que fase triste!




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