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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Ser mãe é assim...


Ser mãe é a melhor coisa do mundo. É, acreditem. Mas também é a coisa mais cansativa do mundo. 

O puerperio é difícil, mas ao mesmo tempo um momento único. É o momento em que nos conhecemos, nos encontramos enquanto mães. 

Depois do puerperio não fica mais fácil, o bebé cresce e cada vez exige mais a nossa atenção. Aquele bebé que dormia todo o tempo e só acordava para mamar agora já fica algumas horas acordado e aquele tempo que tínhamos para nós, dedicamos a eles. 

Assim que completa um ano, às vezes antes, começam a andar, agora não há quem os segure! Andamos atrás deles todo o tempo, além de estarmos sempre a juntar os brinquedos espalhados no chão. 

A seguir  vem os tais “terrible two”. As birrras intensificam e se não estamos preparadas, conscientes que elas fazem parte do processo de crescimento e auto conhecimento da criança, se não formos calmas o suficiente, enlouquecemos. 

Aos três eles já se sentem independentes, já sabem o que querem e o que não querem. Mandam na brincadeira e ficam extremamente irritados quando não percebemos o que querem ou não “obedecemos”. E uma fase em que conduzem a brincadeira, praticamente brincam sozinhos, mas temos que estar lá, atentos.

Depois dos três? Ainda não sei... venho contar quando descobrir...

Confesso que romantizo a maternidade, porque é como a sinto. 

Mas também confesso que  tive dias de acordar tão, mas tão cansada ao ponto de desejar poder passar um dia sozinha. De desejar que o pai saísse com ela para lhe "cansar" e ela dormir um pouco mais a tarde. Ao ponto de querer o meu tempo sozinha enquanto mulher... Ontem foi um dia destes. A Pipoca queria brincar, mas só comigo, tinha que ser eu e eu não tinha energia. Cheguei deixá-la com os brinquedos, dizer-lhe que ia fazer umas coisas esconder-me na cozinha a chorar de cansaço. Cada vez que ela dizia “mamã, anda brincar comigo” eu segurava o choro que me sufocava e lá ia atender ao seu chamado. Eu estava cansada, esgotada mesmo. Não consigo explicar meu ponto de exaustão.

Ela não tinha culpa, mas eu sentia-me culpada. Culpada de me sentir incapaz de brincar, de não corresponder às expectativas dela, de não ser naquele momento a heroína que ela ve em mim. Eu precisava de tempo, eu precisava de estar só comigo, eu precisava simplesmente recarregar as baterias.

E querem saber? Não há nada de mau nisto! Ser mãe é mesmo assim, cansa, dói e nos vemos  envolvidas num tsunami de sentimentos, bons e maus. Há dias que são como se passasse um furacão e nos deixasse de rastos mas logo a seguir aparecesse um lindo arco-íris para nos fazer sorrir e contemplar o que a vida tem de melhor...


Se você é mãe, entende exatamente tudo o que eu estou dizendo... se você ainda não é, acolha, ajude, aconchegue, nunca critique. Se você é pai, leve seu filho a passear de manhã para a mãe descansar, mesmo que tenha tido uma noite má; acredita, se a sua noite foi difícil, a da mãe não foi mais fácil e não, dormir a tarde quando a criança dormir não descansa tanto quanto o sono da manhã. Se possível, deixe-a dormir o dia inteiro, não a acorde nem para comer. Pode ter a certeza que se ela precisar comer ela vai se levantar. Se ainda não é pai, mentalize que a futura mãe do seu futuro filho vai precisar descansar e que terás de ser forte e presente, porque podes ser um paizão, o melhor e mais presente do mundo, mas a mãe é a mãe e há momentos que eles só querem a mãe mesmo. Se és familiar de uma mãe de filhos pequenos, ofereça-se para fazer babysitting, a mãe irá ser eternamente grata.


Ser mãe é sim, a melhor coisa do mundo... mas também o fardo mais pesado. Nossos filhos nos veem como super heroínas e temos medo de desapontar. Seguimos com eles no colo mesmo quando nossos braços perdem as forças, ficamos acordadas mesmo não conseguindo manter os olhos abertos, damos-lhe de comer o último pedaço mesmo quando ainda não comemos nada e estamos desfalecendo de fome. Comemos comida fria, tomamos banho de madrugada, já não vemos televisão e sabemos todas as músicas do Panda, da Galinha Pintadinha e da Xana Toc-toc e lemos todos os dias a mesma história para adormecerem, até eles já as saberem de cor...

E mesmo assim,  mãe que é mãe, não troca seu filho por nada neste mundo! Mãe, não parideira. Porque mãe é aquela que cuida, que está lá nos bons e maus momentos, é aquela que se preocupa, é aquela que vibra, é aquela que acolhe, é aquela que dá asas para voarem... nasça do ventre ou do coração!

Somos mães, somos anjos, somos heroínas, mas acima de tudo, somos mulheres!







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Hoje venho aqui falar de um assunto muito delicado: bagunça. Yeahhh! Só que não! Desde quando bagunça é assunto delicado, né!  Então vamos l...

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