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quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Já acalmei!

Quero pedir perdão às pessoas a quem "alarmei" com meu último post. Há quem diga que eu levo a maternidade muito "à peito" e talvez tenham razão, mas eu também não sei fazer de outra forma, nem sei se quero.

Nem todos os dias acordamos de bom humor, ou mesmo que sim, o bom humor pode não durar o dia todo... quero dizer que todos temos momentos de stress durante o dia e esses momentos afetam-nos de forma diferente em diferentes situações. Muito provavelmente foi o meu caso no outro dia...

Quero só dizer que a Pipoca continua na dança. Embora às vezes ela diga que não gosta, ela está reagindo muito bem às aulas, embora eu ainda não tenha me aventurado a levá-la (tem sido sempre a tia). 

Ontem tive oportunidade de espreitar um bocadinho da aula e eu não podia estar mais orgulhosa! Ela faz os passos todos, com classe, com a delicadeza que o balet exige. A professora diz que ela tem muito jeito e que tenho que ter paciência, porque ela ainda é "pequenina" e poderá ter dias que não lhe vai apetecer ir, mas que tenho que ser firme porque tem tudo para que corra bem. 

Ora, diante disto, optei por esperar para ver. Ela continua nas aulas. Lado positivo disto tudo? A mãe vai para o ginásio! Até parece mentira né! Mas não... como as aulas são num espaço de um ginásio, a mãe lá animou a inscrever-se e vai aproveitar para treinar enquanto a Pipoca está na dança... Já era hora de fazer qualquer coisinha assim, porque um lanço de escadas deixa-me de língua de fora e isto não pode ser!

Enfim, vim mesmo só dizer que está tudo bem... que eu às vezes posso ser uma "drama queen", mas que adoro compartilhar tudo isso com vocês! 

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Noticias nossas

Com atraso, mas sempre a tempo!

Andamos sumidas! 

É verdade, há algum tempo que não escrevo nada aqui no blog. Correria diária, cansaço ao fim do dia, preparação da festa de 3 anos da Pipoca, festas de fim de ano e nossas férias são os principais motivos, mas não só!

A mãe mudou outra vez de trabalho! Ahhhh! A mulher é louca! Hahah! Até eu cheguei a pensar isto! Desde meu último post sobre minha mudança profissional esta já e a segunda! Espero que agora seja de vez. Não vou entrar em detalhes, apenas tem a ver com minha realização profissional, com a possibilidade de agora, ao fim destes anos todos, poder trabalhar a fazer o que eu estudei para: assinar contabilidade. 

Tem sido dias bastante intensos, apesar de ter chegado a fazer home work. É muita coisa para assimilar e para correr atrás, formações, legislações, montagem de escritório, enfim! 

Isto tudo é só para vocês saberem que não abandonei este cantinho, apenas estou tentando conciliar tudo para voltar a falar das peripécias da Pipoca, que por sinal está linda! 

Assim que tiver um tempinho quero ainda partilhar a festa da Pipoca, com o tema "Dora a Aventureira" como se diz no Brasil ou "Dora a Exploradora" para Portugal, tudinho feito por mim! Quero tambem partilhar um pouco das nossas ferias na casa dos avós no Brasil que foram uma delícia, com muito calor e mar à mistura.

Beijinhos, beijinhos, esperamos voltar em breve!

segunda-feira, 6 de maio de 2019

Ser mãe é assim...


Ser mãe é a melhor coisa do mundo. É, acreditem. Mas também é a coisa mais cansativa do mundo. 

O puerperio é difícil, mas ao mesmo tempo um momento único. É o momento em que nos conhecemos, nos encontramos enquanto mães. 

Depois do puerperio não fica mais fácil, o bebé cresce e cada vez exige mais a nossa atenção. Aquele bebé que dormia todo o tempo e só acordava para mamar agora já fica algumas horas acordado e aquele tempo que tínhamos para nós, dedicamos a eles. 

Assim que completa um ano, às vezes antes, começam a andar, agora não há quem os segure! Andamos atrás deles todo o tempo, além de estarmos sempre a juntar os brinquedos espalhados no chão. 

A seguir  vem os tais “terrible two”. As birrras intensificam e se não estamos preparadas, conscientes que elas fazem parte do processo de crescimento e auto conhecimento da criança, se não formos calmas o suficiente, enlouquecemos. 

Aos três eles já se sentem independentes, já sabem o que querem e o que não querem. Mandam na brincadeira e ficam extremamente irritados quando não percebemos o que querem ou não “obedecemos”. E uma fase em que conduzem a brincadeira, praticamente brincam sozinhos, mas temos que estar lá, atentos.

Depois dos três? Ainda não sei... venho contar quando descobrir...

Confesso que romantizo a maternidade, porque é como a sinto. 

Mas também confesso que  tive dias de acordar tão, mas tão cansada ao ponto de desejar poder passar um dia sozinha. De desejar que o pai saísse com ela para lhe "cansar" e ela dormir um pouco mais a tarde. Ao ponto de querer o meu tempo sozinha enquanto mulher... Ontem foi um dia destes. A Pipoca queria brincar, mas só comigo, tinha que ser eu e eu não tinha energia. Cheguei deixá-la com os brinquedos, dizer-lhe que ia fazer umas coisas esconder-me na cozinha a chorar de cansaço. Cada vez que ela dizia “mamã, anda brincar comigo” eu segurava o choro que me sufocava e lá ia atender ao seu chamado. Eu estava cansada, esgotada mesmo. Não consigo explicar meu ponto de exaustão.

Ela não tinha culpa, mas eu sentia-me culpada. Culpada de me sentir incapaz de brincar, de não corresponder às expectativas dela, de não ser naquele momento a heroína que ela ve em mim. Eu precisava de tempo, eu precisava de estar só comigo, eu precisava simplesmente recarregar as baterias.

E querem saber? Não há nada de mau nisto! Ser mãe é mesmo assim, cansa, dói e nos vemos  envolvidas num tsunami de sentimentos, bons e maus. Há dias que são como se passasse um furacão e nos deixasse de rastos mas logo a seguir aparecesse um lindo arco-íris para nos fazer sorrir e contemplar o que a vida tem de melhor...


Se você é mãe, entende exatamente tudo o que eu estou dizendo... se você ainda não é, acolha, ajude, aconchegue, nunca critique. Se você é pai, leve seu filho a passear de manhã para a mãe descansar, mesmo que tenha tido uma noite má; acredita, se a sua noite foi difícil, a da mãe não foi mais fácil e não, dormir a tarde quando a criança dormir não descansa tanto quanto o sono da manhã. Se possível, deixe-a dormir o dia inteiro, não a acorde nem para comer. Pode ter a certeza que se ela precisar comer ela vai se levantar. Se ainda não é pai, mentalize que a futura mãe do seu futuro filho vai precisar descansar e que terás de ser forte e presente, porque podes ser um paizão, o melhor e mais presente do mundo, mas a mãe é a mãe e há momentos que eles só querem a mãe mesmo. Se és familiar de uma mãe de filhos pequenos, ofereça-se para fazer babysitting, a mãe irá ser eternamente grata.


Ser mãe é sim, a melhor coisa do mundo... mas também o fardo mais pesado. Nossos filhos nos veem como super heroínas e temos medo de desapontar. Seguimos com eles no colo mesmo quando nossos braços perdem as forças, ficamos acordadas mesmo não conseguindo manter os olhos abertos, damos-lhe de comer o último pedaço mesmo quando ainda não comemos nada e estamos desfalecendo de fome. Comemos comida fria, tomamos banho de madrugada, já não vemos televisão e sabemos todas as músicas do Panda, da Galinha Pintadinha e da Xana Toc-toc e lemos todos os dias a mesma história para adormecerem, até eles já as saberem de cor...

E mesmo assim,  mãe que é mãe, não troca seu filho por nada neste mundo! Mãe, não parideira. Porque mãe é aquela que cuida, que está lá nos bons e maus momentos, é aquela que se preocupa, é aquela que vibra, é aquela que acolhe, é aquela que dá asas para voarem... nasça do ventre ou do coração!

Somos mães, somos anjos, somos heroínas, mas acima de tudo, somos mulheres!







quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

E o mano, é para quando?


Esta é uma pergunta que ouço muito ultimamente. 

Aliás, acho que é uma pergunta que toda mãe de filho único ouve muito. Eu própria antes de ser mãe já fiz esta pergunta algumas vezes. Parece e uma pergunta inocente e talvez seja, mas...

É incómoda. É constrangedora. É incómodo as mães que podem até já estar a tentar ter outro filho e não está a correr tão bem como esperado, é para as mães que não querem para já ter outro filho e também o é para as mães que não querem outro filho, de todo. Hum, se é uma pergunta inocente, então porque é tão constrangedora? Simples: porque seja qual for a opção da mãe, terá sempre que dar alguma explicação a respeito de algo que é, ou pelo menos deveria ser, uma opção só sua, ou do casal. É assim, foi sempre assim e se a sociedade não mudar a sua forma de ver a família, principalmente a mãe, será sempre assim, infelizmente. 

Demorei dois anos e meio a engravidar. Na minha cabeça esta era diferença que gostaria de ter entre dois filhos, então a idade com que tive a primeira é quando já devia estar tendo o segundo. Por isso, quando a minha Pipoca nasceu eu dizia que se pudesse tinha já outro filho. Como tive um puerpério muito tranquilo, minha Pipoca era uma bebé calminha, a minha ideia era engravidar quando ela fizesse dois anos. Até aí não me importava com as perguntas sobre o segundo filho, porque sabia direitinho qual seria a resposta.

Entretanto, com o passar do tempo, fui vendo que a maternidade é muito mais dura do que parece. Não, não me queixo. Para mim ela continua a ser cor-de-rosa e continuo a romantizar a maternidade sim. Para mim é a melhor coisa do mundo. Mas não é por ser cor-de-rosa que tem de ser fácil, porque não é. Para mim o mais difícil não foi o puerpério, não foram os primeiros meses, não foram as primeiras noites em claro, não foi a dificuldade da amamentação, ou no meu caso o não amamentar. Para mim o mais difícil é ser de alguém a 100%, é ser-se quem se é apenas quando esse alguém dorme e mesmo assim não ter tempo para sermos mulheres. Somos mães, ponto. 

A partir do momento em que começam a virar-se já não podem ficar sozinhos e seguem assim. De dia para dia, ao contrário do que se pensa, requerem mais atenção: querem brincadeira, não gostam de ficar sozinhos numa espreguiçadeira, já mostram suas primeiras vontades. Aos poucos vão vincando a sua personalidade, começam a andar, comem sozinhos, mas sempre, sempre requerem a nossa atenção, a nossa companhia, a nossa aprovação. Engana-se quem pensa que é mais fácil cuidar de uma criança de dois anos do que de um recém-nascido. Não é. Uma criança de dois anos tem vontade própria, expressa-se verbalmente e quando não se faz entender expressa-se com birras, joga brinquedos ou o que tiver na mão, dá pontapés. Uma criança de dois anos quer-nos por perto o tempo todo, pede colo para ver o que estamos a fazer, quer ajudar, quer companhia para as brincadeiras, embora não nos deixem manipular os brinquedos, nossa função é fazer o que nos dizem, isso para eles é brincar conosco.

Eu digo uma coisa: muita sorte têm as mães cujos filhos desde cedo dormem uma noite inteira, ou pelo menos 5 ou 6 horas seguidas. Morro de inveja delas! Minha Pipoca há uns tempos começou a dormir 5 horas seguidas, eu cheguei a pensar que seria desta que eu começaria a descansar um bocadinho... mas algo aconteceu e as noites se tornaram difíceis novamente: no feriado do carnaval viemos da rua e ela tinha acabado de acordar do meu colo, estava sentada no sofá a ver desenhos animados e eu caí na besteira de sair de casa sem lhe dizer nada, assim de fininho... o pai disse que ela chorou aos berros durante pelo menos dois minutos sem parar. Desde então, assim que entramos em casa ela está sempre atrás de mim, sempre procurando saber onde eu estou. Deste então os pesadelos aumentaram, acorda quase que de hora em hora a chamar por mim...

Como, como neste mundo uma pessoa que não dorme há mais de dois anos, que sente todos os dias o peso nos olhos, o cansaço no corpo ao fim do dia, pensar sequer em ter, para já, outro filho? O cansaço e o sono consomem de tal forma que só desejamos dormir 24 horas seguidas, pelo menos um dia...

Hoje, apenas hoje, praticamente 26 meses depois do nascimento da Pipoca volto a ver a mulher que há em mim. Aos poucos recuperei o meu peso, o meu corpo, a minha vaidade... recuperei a vontade de me olhar no espelho e ver uma mulher bonita,  bem vestida, penteada e principalmente confiante e não apenas a mãe, cansada e cheia de olheiras. Com tudo isto recuperei a vontade de ir tomar um café com amigos, de ir jantar e ficar um pouco mais num barzinho, de ter uma vida social. Aos poucos, com o desapegar da Pipoca, que aos poucos já se vai mostrando mais solta, mais independente e que consegue passar umas horas sem mim e que até precisa desse tempo, vou conseguindo eu própria me desapegar dela e deixá-la voar.  Mesmo assim, sou incapaz de a deixar sozinha, seja com o pai, com a tia ou com a avó durante a noite.

Durante essas ultimas noites difíceis apanho-me a pensar: como é que algumas pessoas sugerem que eu deixe a minha filha num fim de semana, por exemplo, para estar a sós com meu marido, se é por mim que ela chama, sou eu quem ela quer que lhe aconchegue, é o meu colo, a minha voz, o meu toque que a acalenta? Não consigo sequer imaginar faltar-lhe quando ela precisa de mim... Engraçado mas não tem graça nenhuma, como nós adultos queremos a todo custo dar ou tirar às crianças aquilo que não damos ou tiramos a nós, que supostamente temos uma experiência de vida e sabemos lidar com nossos sentimentos. Nós adultos temos, ou ao menos deveríamos ter sempre uma pessoa em quem confiamos, que nos conforta quando estamos tristes, frustrados, que nos dá forças quando temos medo, que nos abraça quando choramos e queremos sempre que seja aquela pessoa... Então por que cargas d'água quer-se a todo o custo tirar isto às crianças? Há crianças que querem os pais, há crianças que querem as mães e devemos respeitar as suas escolhas. A minha Pipoca escolheu-me a mim. Fico morta de cansada sim, mas não concebo sequer a ideia de lhe faltar de propósito e dói-me pensar ou imaginar que algum dia me aconteça algo e ela fique sem mim, que ela sinta, embora não seja a realidade, que eu a abandonei. Não, não mesmo... o sentimento de abandono por mim é um sentimento que dependendo de mim ela nunca irá sentir. Por isso quando me dizem deixa-a, eu apenas sorrio... e digo sempre: quando ela começar a dormir a noite inteira...


Tendo em conta tudo isto, quando penso em engravidar novamente, começo a imaginar as minhas noites, as noites que não terei. Até pode vir a ser um bebé completamente diferente da Pipoca, até pode ser um bebé desses que dormem desde cedo uma noite inteira... a Pipoca nos primeiros dias também dormia! Por ironia do destino por causa do baixo peso eu era obrigada a acordá-la de 3 em 3h. Hoje tudo o que eu desejo é que ela durma mais de 3 horas seguidas... imagina que eu esteja a amamentar o bebé e a Pipoca precise de mim, tenha pesadelos ou um dos seus episódios de terror noturno? Podem dizer: "e o pai? O pai tem que cuidar também"! É verdade, mas da próxima já sei muita coisa que não sabia e vou fazer de tudo para amamentar. O pai não amamenta, a Pipoca não aceita o pai durante a noite... tenho que colocar numa balança todas as possibilidades... "mas há tantas mulheres que fazem isso!" Pois há, e nenhuma delas sou eu! Cada uma sabe de si... se acontecesse, sem planejar era outra coisa, era uma situação que eu teria que aceitar e arcar com as consequências dos meus atos, mas sendo uma escolha, prefiro esperar.

Então... neste momento em que me recupero, em que volto a ser eu mesma, mas em que ainda não sei o que é dormir, o que posso dizer às pessoas que estão sempre a perguntar pelo mano/a? "Ah, mas devias esperar muito, que idade tens?", "ela precisa de um irmã para não ficar mimada"... eu digo o que ela precisa: de uma mãe fresca, que se ame, que esteja descansada para lhe dar a atenção que ela requer e merece. 




No seu tempo, no seu tempo virá o mano ou a mana... hoje em dia a idade não é tão grande empecilho assim... e eu me sinto uma jovem ainda! Ela vai ficar uma menina mimada? Talvez, mas vai ser uma menina mimada feliz!!




Socorro, que bagunça!

Hoje venho aqui falar de um assunto muito delicado: bagunça. Yeahhh! Só que não! Desde quando bagunça é assunto delicado, né!  Então vamos l...

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