segunda-feira, 17 de setembro de 2018

A Pipoca está na pré!

Quase nem acredito! 


A minha Pipoquinha já está no pré-escolar!
Ainda ontem escrevia eu sobre o primeiro dia de creche e agora me vejo falando sobre a pré-escola...

Hoje em dia parece tudo tão precoce! Lembro-me de ir pela primeira vez para a escola já com quatro anos... acho que é a memória mais vívida que tenho desta idade. Ainda não tinham educadora definida e comecei com uma de quem gostei muito, mas passados alguns dias (não sei ao certo porque nesta idade não temos presente a noção do tempo), mudaram e depois mudaram outra vez; não faço ideia quantas educadoras foram, mas lembro-me de um dia a minha mãe me ir buscar e eu chegar em casa e dizer que já não ia para a escola. Lembro-me de fazer cinco com a mão e dizer que só ia à escola quando tivesse cinco anos e realmente assim foi. Claro que são épocas diferentes; a minha mãe não trabalhava fora e pôde estar conosco. Hoje em dia isso é quase impensável... quase somos obrigados a colocar nossos filhos na creche com apenas cinco meses (no meu caso obrigada mesmo). Agora, com apenas dois anos e oito meses já vejo a minha menina, a minha bebe a entrar para a pré-escola. Sabe quando a gente sabe que está acontecendo mas parece que é um sonho? Pois é... só caí em mim quando recebi a lista de material: tesoura, lápis de cor, canetas de feltro, etc... 

Mas onde quero chegar  com esse blá blá blá? Quero chegar na reação da Pipoca à nova escola. Como eu contei quando escrevi sobre o último dia de creche, estava tudo a ser muito mais difícil para mim do que para ela; eu estava sofrendo por antecipação, ansiosa em como dizer a ela que já não veria os amigos, a educadora e a auxiliar. Pois no dia 3 de Setembro começamos a integração na nova escola e neste dia só me apeteceu sair correndo com ela nos braços. Ela agarrou-se a mim de tal maneira que me doeu e doeu ainda mais porque arrancaram-na dos meus braços. Na creche nunca a deixei chorando, ali ficou a chorar logo no primeiro dia. Chorei com ela. Mas passados alguns segundos ela já tinha se calado, ficou bem. O pai ficou em casa nesta semana também e foi buscá-la duas horas depois. 

No dia seguinte eu não quis levá-la. Não conseguia. O pai foi e disse que ela ficou a chorar outra vez, mas passou rápido. Era para buscá-la antes do almoço, mas quando chegou ela já estava à mesa com os colegas e acabou por fazer no segundo o que faria e fez outra vez no terceiro dia, ficou até depois do almoço. No quarto dia criei coragem para ir levá-la novamente. Arrancaram-na outra vez dos meus braços e saí novamente em lágrimas. Neste dia ela ficou a dormir depois do almoço e no último dia da integração foi já para ficar o dia todo. Neste dia não deixei que lhe tirassem de mim. Ela tirou a chucha e guardou na mochila  e a seguir guardei a mochila no cabide. Conversei com ela e expliquei que a mãe tinha que ir para o trabalho e que ela precisava ficar na escola. A seguir os colegas vinham a entrar na sala e eu lhe disse: _ vai para tua sala, vai. Ela foi, feliz da vida, sorrindo. Que alívio! Neste dia fui para o trabalho sem aquele peso de culpa, aquela sensação de não estar lá para ela. 

Na semana seguinte foi a sério. Apesar de no fim de semana ela acordar perguntando se não ia à escola, perguntando sobre a educadora e os amigos da creche, correu bem. Para sair de casa há sempre uma resistência do tipo "não quero ir à escola, quero dormir mais", mesmo estando mais acordada do que eu depois do café, mas com jeitinho, muita conversa, muito jogo de cintura, saímos de casa na boa. Pede sempre colo. A escola é praticamente ao lado de casa (1 quarteirão) e ela raramente vai a andar; quando aceita ir andando quando se aproxima da escola pede colo e apesar disto, nunca mais ficou a chorar...

Quando passamos em frente a escola ela já diz: "olha, a minha escola". Já diz " a minha sala" e "meus amigos". Ela cresceu, cresceu mais do que eu neste período, porque eu continuo cheia de receios... é uma escola de meninos "crescidos", há desde bebés até crianças do ATL, com 10 anos e por isso fico sempre com receio que lhe derrubem no intervalo, que lhe tirem os brinquedos, que lhe batam quando ela não quer dar. Claro que são medos bobos, afinal, estão lá as auxiliares queridas durante o intervalo... claro que ela vai passar por isso um dia, até pode ser o contrário, até pode ser ela a empurrar ou a bater, espero que não, nem uma coisa nem outra.


Enfim, nova página, nova etapa para pais e filha. Vai tudo correr bem, claro que vai! Não fosse a mãe uma drama Queen no que diz respeiro à Pipoca, este post seria muito diferente! 


Com isto a mãe, que há 10 anos não pintava voltou a pintar! 
A Pipoca na escola é a Pocahontas e este é o desenho da almofada dela. Eu podia ter mandado imprimir, mas preferi dar um toque pessoal e adorei o resultado... 
Também descobri que apesar do cansaço do dia-a-dia, quando queremos e gostamos, arranjamos sempre tempo e disposição, mesmo que seja de madrugada! Sim, porque a Pipoca adora pintar e quis dar o seu contributo, então a mãe teve que arranjar alternativa! :)

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