Quase nem acredito!
A minha Pipoquinha já está no pré-escolar!
Ainda ontem escrevia eu sobre o primeiro dia de creche e agora me vejo falando sobre a pré-escola...
Hoje em dia parece tudo tão precoce! Lembro-me de ir pela primeira vez para a escola já com quatro anos... acho que é a memória mais vívida que tenho desta idade. Ainda não tinham educadora definida e comecei com uma de quem gostei muito, mas passados alguns dias (não sei ao certo porque nesta idade não temos presente a noção do tempo), mudaram e depois mudaram outra vez; não faço ideia quantas educadoras foram, mas lembro-me de um dia a minha mãe me ir buscar e eu chegar em casa e dizer que já não ia para a escola. Lembro-me de fazer cinco com a mão e dizer que só ia à escola quando tivesse cinco anos e realmente assim foi. Claro que são épocas diferentes; a minha mãe não trabalhava fora e pôde estar conosco. Hoje em dia isso é quase impensável... quase somos obrigados a colocar nossos filhos na creche com apenas cinco meses (no meu caso obrigada mesmo). Agora, com apenas dois anos e oito meses já vejo a minha menina, a minha bebe a entrar para a pré-escola. Sabe quando a gente sabe que está acontecendo mas parece que é um sonho? Pois é... só caí em mim quando recebi a lista de material: tesoura, lápis de cor, canetas de feltro, etc...
Mas onde quero chegar com esse blá blá blá? Quero chegar na reação da Pipoca à nova escola. Como eu contei quando escrevi sobre o último dia de creche, estava tudo a ser muito mais difícil para mim do que para ela; eu estava sofrendo por antecipação, ansiosa em como dizer a ela que já não veria os amigos, a educadora e a auxiliar. Pois no dia 3 de Setembro começamos a integração na nova escola e neste dia só me apeteceu sair correndo com ela nos braços. Ela agarrou-se a mim de tal maneira que me doeu e doeu ainda mais porque arrancaram-na dos meus braços. Na creche nunca a deixei chorando, ali ficou a chorar logo no primeiro dia. Chorei com ela. Mas passados alguns segundos ela já tinha se calado, ficou bem. O pai ficou em casa nesta semana também e foi buscá-la duas horas depois.
No dia seguinte eu não quis levá-la. Não conseguia. O pai foi e disse que ela ficou a chorar outra vez, mas passou rápido. Era para buscá-la antes do almoço, mas quando chegou ela já estava à mesa com os colegas e acabou por fazer no segundo o que faria e fez outra vez no terceiro dia, ficou até depois do almoço. No quarto dia criei coragem para ir levá-la novamente. Arrancaram-na outra vez dos meus braços e saí novamente em lágrimas. Neste dia ela ficou a dormir depois do almoço e no último dia da integração foi já para ficar o dia todo. Neste dia não deixei que lhe tirassem de mim. Ela tirou a chucha e guardou na mochila e a seguir guardei a mochila no cabide. Conversei com ela e expliquei que a mãe tinha que ir para o trabalho e que ela precisava ficar na escola. A seguir os colegas vinham a entrar na sala e eu lhe disse: _ vai para tua sala, vai. Ela foi, feliz da vida, sorrindo. Que alívio! Neste dia fui para o trabalho sem aquele peso de culpa, aquela sensação de não estar lá para ela.
Na semana seguinte foi a sério. Apesar de no fim de semana ela acordar perguntando se não ia à escola, perguntando sobre a educadora e os amigos da creche, correu bem. Para sair de casa há sempre uma resistência do tipo "não quero ir à escola, quero dormir mais", mesmo estando mais acordada do que eu depois do café, mas com jeitinho, muita conversa, muito jogo de cintura, saímos de casa na boa. Pede sempre colo. A escola é praticamente ao lado de casa (1 quarteirão) e ela raramente vai a andar; quando aceita ir andando quando se aproxima da escola pede colo e apesar disto, nunca mais ficou a chorar...
Enfim, nova página, nova etapa para pais e filha. Vai tudo correr bem, claro que vai! Não fosse a mãe uma drama Queen no que diz respeiro à Pipoca, este post seria muito diferente!
Com isto a mãe, que há 10 anos não pintava voltou a pintar!
A Pipoca na escola é a Pocahontas e este é o desenho da almofada dela. Eu podia ter mandado imprimir, mas preferi dar um toque pessoal e adorei o resultado...
Também descobri que apesar do cansaço do dia-a-dia, quando queremos e gostamos, arranjamos sempre tempo e disposição, mesmo que seja de madrugada! Sim, porque a Pipoca adora pintar e quis dar o seu contributo, então a mãe teve que arranjar alternativa! :)
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