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terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

3 Anos de Pipoca 29/12/2018

Parabéns minha princesa!

O que mais posso dizer desses três anos além do que ja venho falando? Nada de novo, talvez... 

Ela princesa... porque ela sabe o que quer vestir!
Ao longo desses três anos descobri que sou uma pessoa muiiiiito paciente, nem eu sabia que tinha tanta paciência! Quando eu não tinha filhos dizia o que praticamente todos dizem: "quando tiver filhos não vão fazer isso"; "ah se fosse comigo! levava logo na fuça"; "que belas palmadas lhe dava agora"; "um berro resolvia logo o problema"... e por aí vai. Adivinhem? Nadinha disto aconteceu, nem uma única vez. Consigo manter a calma em situações extremas, consigo levar um pontapé ou um tapa na cara e repreender com a maior calma do mundo; consigo falar dez vezes a mesma coisa sem levantar a voz, consigo apanhar a comida no chão sem sermões, apesar de ter avisado dez vezes para não jogar. 

Aprendi que amar alguém é muito mais do que eu imaginava, vai muito além de dar beijinhos e miminhos... vai do suportar o insuportável até aquele abraço mais delicioso dentro daqueles braços pequeninos. Vai de um esgotamento pelas noites mal dormidas, de se olhar no espelho e se achar horrível, até aquele sorriso maroto que nos derrete a alma. Vai do conseguir dizer um não e mantê-lo até aquele não que a gente cede quando ouve "só um cadinho assim", dito com voz manhosa e um biquinho, acompanhado dos dedinhos a fazer o bocadinho...

Entendi que não somos donos de ninguém e que o respeito tem que ser recíproco. É hipócrita eu exigir que minha filha me respeite se eu própria não a respeitar como indivíduo que é. Pode não ser o melhor para ela ao meu ver, mas ela sabe sim o que quer a cada momento, de acordo com a idade que tem. Ela sabe que quer aquele brinquedo ou aquela comida. Sabe que quer vestir uma saia de bailarina ou princesa e que não quer vestir calças. Sabe que gosta de chocolate mas não gosta de gomas. Ela sabe... e eu tenho que respeitar isso também. Ela é uma pessoa como eu, sente orgulho, sente tristeza, sente carinho, sente frustração... ainda não sabe identificar os sentimentos, mas os sente e cabe a mim ajudá-la neste processo de autoconhecimento.

Descobri que sou contra palmadas e castigos e que sou a favor de ensinar que tudo tem consequências. Que apesar de eu ter apanhado quando era criança e mesmo assim ser uma pessoa sem distúrbios psicologicos (penso eu!), não quer dizer que as palmadas não sejam nocivas, não deixam traumas. Deixam sim, mas cada pessoa é diferente, mais fraca ou mais forte psicologicamente, para ser afetada. 

Aprendi que autoridade é bem diferente de autoritarismo e que obedecer a tudo sem questionar, porque quem manda são os adultos, pode não ser uma coisa tão boa assim. Por isso devo ficar contente e orgulhosa quando ela começar a questionar as minhas ordens, significa que não será um indivíduo que faz porque os outros fazem, mas sim porque acha que é o melhor para si, para os outros e para o mundo. Claro que tenho que fazer a minha parte e quando for questionada saber dar as melhores respostas, que podem ou não corresponder às expectativas dela e daí dependerá o seu comportamento a seguir. Não a poderei culpar ou exigir que ela tenha o comportamento que eu espero, ela é um ser pensante e tal como eu, vai ter que aprender a tomar as suas próprias decisões e arcar com as consequências que delas advenham. Estarei lá para o melhor e para o pior.

Enfim! Sou muito confiante em dizer que ao contrário de muitas recém mães, nunca duvidei de mim, da educação que dou à minha filha nem da minha capacidade enquanto mãe. Sei que estou a fazer o meu melhor e a prova disto é uma criança feliz, carinhosa e de personalidade forte... 


 Ela é o amor da minha vida!




terça-feira, 22 de maio de 2018

A primeira festa de anos

Quando fui escrever sobre o 2.º aniversário da Pipoca, reparei que nunca cheguei a falar do primeiro! Claro que não deixei de fazer aquela declaração de amor que faria todos os dias, se tivesse tempo... Mas, um ano depois, acho que vou a tempo, não?

Ok, vamos lá falar da festa então... 

Confesso que há um ano atrás eu sentia que tinha mais  tempo livre do que tenho hoje, nada mudou, trata-se de um estado de espírito. Apesar disto eu não sabia fazer bolos! Sempre saía um pudim, uma mironga ou sei lá o quê, menos um bolo fofinho e bonito, digno de uma festa de anos pelo menos, nem mesmo para levar para a creche para cantar os parabéns.

Diante da minha incapacidade de fazer bolos, optei por encomendar dois bolos: um "naked cake" de cenoura, sem recheio para os bebes e um de cenoura com amêndoas, recheio de chocolate para o que eu chamo de "pequena comemoração" em casa. 

Para os meninos da creche,  tal como este ano, não consegui deixar de fazer uma lembrança. Ainda menos que este ano, eu não quis oferecer doces. Ainda pensei nos biscoitos, mas apesar da sensação de ter mais tempo, bateu uma preguiça das grandes! Então o que fazer? Pensa, pensa, pensa... apareceu no meu feed do Facebook um daqueles vídeos sobre o "Pote da Calma" e deu um click! Fui a uma loja de chineses procurar uns potinhos de plástico para fazer, mas não encontrei nada. Encontrei uns frasquinhos spray que deram conta do recado.  Preparar o líquido é que não foi nada fácil! É preciso colocar cola glitter, que é o que dá a consistência para os brilhantes não caírem muito rápido, e essa cola tem que ser dissolvida em água quente. O problema é que não dá para preparar num recipiente e passar para outro, porque os brilhantes ficam no fundo e preparar dentro dos frasquinhos não dava porque a água quente os danificava, ficavam disformes, basicamente derretidos. Experimentei com detergente da louça, com cola branca, com sei lá o que mais, mas nada dava. Até que consegui encontrar uma cola glitter que até que enfim dava para por em água natural e funcionou. Fiz vários potinhos da calma que personalizei com uma fita e colei a foto dela com os dizeres: "Lembrança do meu 1.º aninho", data e o nome dela.

Bom, mas acreditem que não fiquei por aí... achei que o primeiro ano merecia também lembracinha para os adultos, as educadoras e auxiliares e mais uma vez pensa, pensa e pensa... um dia olhando para um frasco pequenino de doce veio a ideia! Comprei velas de cheiro de várias cores, raspei fazendo camadas e coloquei dentro dos potinhos, com o pavio no meio. Depois coloquei os potinhos em banho maria para derreter a vela. Depois de secar coloquei cola por cima e purpurina prateada. Colei uma etiqueta com a foto dela e os seguintes dizeres: "Quando para o meu rostinho você olhar, do meu primeiro aniversário irá lembrar", com data e o nome. O potinho tinha tampa, que coloquei babado de fita à volta e em cima a mesma foto da etiqueta. Por dentro da tampa colei um imã, para quem quiser usar como enfeite no frigorífico (geladeira). Tomei o gosto e além de fazer para todas as auxiliares com as quais ela tinha contacto e a educadora, fiz também um para cada família que ia lá à casa para a "festa"... 

Deu trabalho, é verdade, mas foi extremamente prazeroso fazer tudo... Em casa quis fazer uma pequena reunião para a família e alguns amigos mais chegados. Além, aí já quis um bolo bonito, mais para festa. embora simples. Confesso que deixei a critério da pasteleira, uma vez que a festa não tinha um tema, pedi uma coisa simples e delicada e o resultado não podia ser melhor! Aproveito para deixar aqui um parabéns à Joana Morcela, dona da página do Facebook Sonhos de Açúcar, os bolos além de lindos estavam deliciosos, os melhores bolos de anos que já comi, e olha que não aprecio muito!

 Fiz uma torta salgada de carne moída, compramos alguns aperitivos para os adultos e fiz pipocas (que não podiam faltar na festa de uma "Pipoca!"), brigadeiros, beijinhos e experimentei fazer uma espécie de brigadeiro com gelatina de morango, que para toda a gente ficou conhecido como goma! Ah! E biscoitos com pepitas de chocolate que coloquei dentro de umas latas de leite que encapei com papel rosa brilhante. Tudo muito simples, mas feito com muito, muito amor!

Para as crianças fiz uma lembrança simples: comprei uns copos plásticos cor de rosa transparentes, uns balões pequeninos, alguns rebuçados (porque elas estão sempre à espera de algo assim), um daqueles dispositivos de fazer bolhas de sabão e "nuves ou marshmellows". Coloquei tudo num saquinho transparente e atei com fita cor de rosa.

A decoração baseou-se numas letras retiradas da Internet com os dizeres de praxe: "Parabéns Maria Clara" e espalhei fotos desde o nascimento pelas paredes da casa... a intenção inicial era fazer um painel, mas o tempo foi mesmo muito curto e uma amiga, durante a festa, ajudou-me com os recortes.

Como se pode verificar, foi tudo muito simples, trabalhoso, não vou negar, mas que foi uma delícia preparar. Não podia ter imaginado ser melhor, uma vez que foi tudo feito por mim, sozinha...

Fiquei com a impressão que os poucos convidados gostaram e foi um momento de prazer, pelo menos para mim. Este ano a minha Pipoca caminha para o terceiro aniversário e às vezes já me pego a pensar se farei festa, onde farei e que tema. Tenho noção que uma festa para crianças de 3 anos em um apartamento não será uma boa opção, então já penso num espaço para festas... quanto ao tema, quando olho para ela agora penso que terei que ser eu a decidir porque ela ainda "é pequenina". Entretanto, lembro-me de festas de 3 anos a que fomos convidadas em que os temas foram escolhidos pelas crianças, então dá-me um click: ela está a desenvolver-se exponencialmente e o que é agora já não será daqui 8 meses. Em 8 meses muita coisa acontece, muito absorvem. Basta olhar para 8 meses atrás em que ela mal falava, agora canta! Que ela mal subia e descia do sofá, agora sobe em tudo que é lugar... hoje dança, hoje corre, hoje faz tanta coisa! Há 8 meses adorava ver o Noddy, depois o Ruca, hoje é a Dora, amanhã, não faço ideia!

Então... vamos ficar na expectativa! Qual será a escolha dela?

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

2 Anos de Pipoca

Então dia 29/12/2017 a minha Pipoca completou o seu segundo ano de vida!

Eu poderia ficar aqui, a fazer aquela declaração de amor, tal como fiz exatamente há um ano, mas não vou. Seria praticamente transcrever tudo o que escrevi... por isso, o que sinto está tudinho aqui: "E um ano se passou..."

Hoje vou falar do prazer que me deu fazer o bolo para cantar os parabéns na creche. Ano passado eu ainda não sabia fazer bolos! A sério! Todo bolo que eu fazia ficava lindo no forno, mas assim que saía de lá era um total desastre: murchava e ficava tipo mironga, um tipo de pudim. Há alguns meses resolvi pesquisar porque os bolos ficam assim e descobri que tem a ver com a temperatura dos ingredientes e a força com que se bate a massa... daí passei a aquecer os ingredientes que dão para aquecer e a bater a massa no liquidificador (na falta de uma batedeira). Agora faço bolos lindos no forno e fora dele! Por isso mesmo resolvi este ano ser eu a fazer o bolo... 

Inicialmente imaginei fazer um naked cake, mas depois um bichinho foi mexendo comigo e deu-me para decorá-lo. Diga-se de passagem que foram 3 dias a preparar os parabéns na creche, ou melhor, 3 noites! Comecei por fazer biscoitos caseiros. Foi uma ideia para as lembrancinhas, que não podiam faltar. Daí me perguntam: mas por que se dar a tando trabalho? É tão fácil ir ao supermercado e comprar alguns biscoitos, não é? Ou talvez gomas e/ou chocolates! Mas não... gosta de ter trabalho e ficar acordada ate as tantas! 

A verdade é que até hoje não dei chocolate à minha Pipoca. Tudo que ela recebe seja na escola, seja onde for que sejam doces e chocolates eu guardo numa caixa. Continua a ser tudo dela e para ela, mas no momento certo, quanto mais tarde, melhor. Sei que ela já conhece, já sabe o que é e já comeu algumas coisas dessas, nas festas da escola, mas no que toca a mim, faço tudo para evitar. Não sou paranóica, não vou fazer um filme porque alguém deu, mas se me perguntarem, prefiro que não. Então, porque o daria a outras crianças da idade dela? Essa e minha resposta. Mesmo assim ainda adicionei 2 ursinhos de chocolate ao saquinho dos biscoitos, impulso de última hora.

Ao saquinho também adicionei uma puseira que fiz com uma estrelinha pendurada. Dias antes eu tinha um elástico e umas bolinhas cor de rosa e pérolas e fiz uma para a Pipoca e ela, que ainda não tinha usado nada do género adorou! Era um tira e põe no inicio, mas depois a pulseria ficou e a mãozinha dela ainda fica mais linda com ela... então resolvi fazer umas para oferecer aos colegas. O resultado dos saquinhos foi interessante. Foi uma lembrança simples, mas tudo feito com bastante carinho. Só esqueci-me de fazer umas etiquetas, que acabei por escrever à mão mesmo...

E o bolo? Ah pois, o bolo! 
O bolo comecei a fazer por volta das 21:00h, depois de colocar a pequena na cama. Bati a massa, coloquei no forno e adivinhem? Ainda fiz mais alguns biscoitos enquanto o bolo assava. Depois, enquanto esfriava para desenformar, preparei o recheio e fiz mais alguns biscoitos. Depois de frio foi começar o trabalho.


Optei por uma massa simples, a que adicionei baunilha e deu um sabor e um cheirinho delicioso. O recheio foi mais complicado. Sinceramente, não sabia muito bem do que fazer. Lembrei que gosto de recheio de frutas, mas especificamente do ananás ou abacaxi e também gosto de pêssego. Comecei por cozer o ananás com um pouco de calda (fiz com o de lata mesmo) e depois adicionei leite de côco e leite condensado e por último pêssegos, tudo cortado bem pequenino. Até não ficou mau. Aproveitei para cobrir também, assim tinha com o que "colar" a pasta de açúcar.

Eu nunca tinha trabalhado com a tal pasta de açúcar, a moda do momento para decoração de bolos. Mas resolvi comprar uma para experimentar. Não dava para cobrir o bolo todo, então tive que inventar. No meu tempo de criança usava-se glacê, feito com claras de ovo, manteiga e açucar, acho eu ou só manteiga e açucar, algumas vezes usava-se leite em pó também. Com isto, não dava para fazer muita coisa, a pasta era pouca e o bolo ficou maior do que eu pensava que ia ficar, então tive que inventar e o resultado foi um bolo delicado, embora se note que foi feita por uma amadora... 

Adorei o resultado! Confesso que gostaria de ter feito mais, uns bonecos em cima, uma coisa mais bem elaborada, mas foi o que saiu! 

Depois de feito o bolo e frios os biscoitos foi hora de empacotar as lembranças... o bolo ficou pronto exatamente à meia noite e depois foi uma maratona de uma hora e meia até deixar tudo pronto. Depois foi hora de um banho/duche muito rápido e ir deitar, porque as 7:00h já teria que me levantar... Foi uma noite complicada. A Pipoca dormiu mal, e o meu dia foi bem "pesado" por assim dizer. Mas digo uma coisa: faria tudo outra vez... 

Vê-se na minha cara o meu cansaço. Mas vê-se também a minha felicidade em proporcionar aquele bocadinho à minha Pipoca. Na creche ela é a última a fazer anos; as festas começam em outubro e vão até o fim do ano, terminando com ela. Imagino se cada vez que se cantava os parabéns a um colega ela pensava quando seria o dela, ou se isso é coisa de gente mais velha. No entanto, levamos a semana toda a dizer-lhe que sexta-feira era os parabéns dela e ela ficava sempre muito contente. Perguntávamos: "quem é que faz parabens sexta-feira?" e a resposa era: "a menina", "e quem é a menina?" ela apontava para ela própria e dizia: "eu". Na realidade essa é a resposta dela para tudo que lhe perguntamos em relação a ela própria... chega a ser cómico.

Enfim, este ano não houve festa, por assim dizer, houve o parabéns na creche e só. Até queria fazer um jantar só para a família, mas os tios e a prima estavam um bocado gripados e optamos por adiar até o próximo ano. Mas realmente faz mais sentido. O jantar seria para nós, pais, porque ela iria ficar cheia de sono, rabujenta, sem saber ao certo o que se passava. Assim no próximo ano ela terá mais noção do que é uma festa e acho que aproveitará mais. 

Agora... não, eu não consigo fechar essa mensagem sem dizer o quanto estou maravilhada com estes dois anos de Pipoca. Ela está na fase das birras sim, mas sinceramente, eu nem acho que ela faça assim tantas! Já vi crianças muito mais velhas fazerem pior. Ela está é numa fase deliciosa em que cada dia mostra uma façanha diferente. Cada dia uma ação, uma brincadeira, um gesto, uma palavra. Só eu sei o que me delicio dos momentos que passo com ela, que infelizmente não são assim tantos como eu gostaria. Ainda não sei o que é dormir a noite inteira. Ela dormiu uma quando completou os 23 meses, mas foi só essa. Ainda pede o leite à noite, ainda se destapa, ainda molha muito a fralda. Mas acaba por ser mais um bocadinho de tempo que aproveito para lhe dar um beijinho, para lhe acariciar o cabelo, para segurar na sua mãozinha, para olhar para ela. 

Acredito que cada ano irei dizer o mesmo, o quanto aprendi, o quanto o amor cresceu, o quanto eu mudei e o quanto ela mudou. Não quero me tornar repetitiva, mas não sei me expressar de outra forma... 

Só sei que são 2 anos do melhor de mim... 

PARABÉNS meu pedacinho de mim! 

Contando segredos para o pai... a última novidade!








Socorro, que bagunça!

Hoje venho aqui falar de um assunto muito delicado: bagunça. Yeahhh! Só que não! Desde quando bagunça é assunto delicado, né!  Então vamos l...

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